PAPO DE MÃE
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Pais separados e alienação parental

Olá, pessoal!
Neste domingo, o Papo de Mãe reapresenta o programa sobre Pais Separados, tema cada vez mais frequente na sociedade atual. A propósito, vocês sabiam que no Brasil, de acordo com o IBGE, para cada quatro casamentos, ocorre uma separação? E que em 23 anos a taxa de divórcios cresceu mais de 200%? É verdade. Só em 2007, foram quase 180 mil divórcios. A explicação para isso seria a mudança no comportamento da sociedade, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade.
No último levantamento feito pelo IBGE, em 89% dos divórcios, a responsabilidade pela guarda dos filhos ficou com a mulher. Em 76%, houve comum acordo. Mas isso vem diminuindo. Nos últimos dez anos, o número de divórcios não consensuais aumentou. Tanto é que existe uma lei que obriga as escolas a fornecer a pais separados uma cópia do boletim escolar dos filhos para cada um dos genitores, além de passar dados sobre o desempenho e a frequência escolar. O objetivo é ajudar muitos pais que não conseguem ter acesso às informações escolares dos filhos – o que acontece muito em casos de alienação parental, por exemplo.
Para quem não sabe, a Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, consiste na situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de rejeição em relação ao outro.
Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao ex-parceiro, onde o genitor alienante tenta a todo custo excluir o outro da vida dos filhos, interferindo nas visitas, atacando a relação, denegrindo a imagem e assim por diante... Como consequência, a criança alienada, normalmente, apresenta um sentimento constante de raiva e ódio contra o genitor alienado, se recusando a dar atenção, visitar, ou a se comunicar. Além disso, as crianças vítimas da SAP são mais propensas a apresentar distúrbios psicológicos (como depressão, ansiedade e pânico), utilizar drogas e álcool como forma de aliviar a dor e culpa da alienação, apresentar baixa auto-estima, fraco rendimento escolar, dificuldades de socialização, dentre outros sintomas.
Na verdade, trata-se uma atitude extremamente maléfica e errônea que pode acarretar consequências muito negativas na vida de uma criança e que podem comprometer sua personalidade futura. Por mais que seja difícil, é preciso separar a relação entre o ex-casal da relação entre os filhos - que não têm culpa dos atos cometidos por seus pais e que, por isto, não devem pagar por eles...
Pensando nisto, o Projeto de Lei 4053/08, do deputado federal Regis de Oliveira, tem como proposta regulamentar a Síndrome da Alienação Parental e estabelece diversas punições para essa má conduta, que vão desde advertência e multa até a perda da guarda da criança. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, terá agora seu mérito examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois irá para o Senado.
Para maiores informações sobre a SAP visite o site www.alienacaoparental.com.br.

E você, conhece algum caso de alienação parental? Já foi vítima? Qual sua opinião sobre o assunto? Compartilhe conosco a sua história!!!
Um grande beijo,
Equipe Papo de Mãe

8 comentários:

alexandro disse...

oi meu none alexandro amaral. tenho um filho o alejandro amaral queria ficar com ele mais o juiz não me deu a guarda compatilhada isso não fucionar.

Carina (SP) disse...

Olá, achei o programa muito legal...

Vivo uma situação complicada, tenho uma filha de 8 anos e sou separada desde que ela tinha apenas alguns meses. O relacionamento acabou devido a ua agressão que eu sofri do pai dela,(ele também me agrediu outras vezes depois da separação, sendo impossível qualquer forma de diálogo) mas de lá para cá vivo sobre constantes ameaças de perder a guarda da minha filha. Como me separei, a família dele diz que não tenho condições de criá-la sozinha. Chegam a falar coisas absurdas a meu respeito para ela, como que eu a abandono, (pois trabalho e estudo, passando o dia todo longe de casa), a pouco tempo disseram que a menina sofreu abuso sexual, e que iriam levar isso a justiça. ( Tudo mentira!). Tentei diversas vezes algum tipo de acordo, cedi que ele pegasse a menina mais vezes que era determinado em juízo, achando que isso diminuiriam os problemas, mas o que acontece cada vez mais, são escândalos e acusações de que eu deixo a menina passar 2 dias na casa dele pq eu quero abandona-la. Gostaria de saber como eu poderia me defender de tais acusações, e principalmente, como devo agir para que as ameaças de pegar a guarda dela parem, pois, mesmo asabendo que, para isso, ele prescise provar algo contra mim, ainda fico com medo.

Abraços a todos!!!

Clarissa Meyer disse...

Alexandre, é uma pena que o juiz não tenha lhe dado a guarda compartilhada. Você recorreu desta decisão? Sempre é tempo!
---
Carina, você não precisa ter medo de perder a guarda de sua filha. É muito difícil que isto aconteça. Procure ajuda jurídica, pois as ameaças não podem continuar. Boa sorte!

Grata pela participação!
Clarissa Meyer
Equipe Papo de mãe

Carmem Oliveira disse...

Tenho uma filha de 14 anos que sempre foi rejeitada pelo pai. Ele tinha a capacidade de me procurar, mas não procurava a própria filha. Me ligava no meu aniversário, até o aniversário do ano retrasado ele apareceu na porta da minha casa com um bolo e nunca foi capaz de fazer o mesmo pela filha. Aliás, nos 14 anos dela ele foi em 3 aniversários. Nunca a levou para viajar, nunca passou um Natal ou final de semana com ela e não foi por falta de atitude minha. Quantas vezes briguei feio para cobrar que ele desse atenção para a filha, que a reconhecesse como parte dele, mas no final só me desgastei e fiquei com a fama de quem não aceitou o término do relacionamento, relacionamento esse que fui eu quem tomei a iniciativa de desfazer. Mas, para um psicopata é fácil se fazer de vítima para os outros e não cumprir sua obrigação. Por muitos anos não cobrei pensão alimentícia, mas muitos me criticaram por isso pois ele já não era presente e ainda não ajudava nos custos, que eu não estava sendo justa com ela etc.
Acontece que de uns 2 anos pra cá minha vida se transformou num inferno pior ainda. Ele se casou e teve outra filha, aliás, outros 2 filhos mas 1 deles ele age como se não existisse, exatamente como fez com a minha filha. Com o nascimento dessa irmã, o meu ex resolver posar de o pai mais maravilhoso do mundo e minha filha, de a garota mais dócil do mundo, se transformou numa rebelde, entendo que com causa, mas se revoltando com as pessoas que ela sempre teve como referência. O problema é que o pai dela nunca entrou com um pedido de regulamentação de visitas ou guarda compartilhada, e aparece quando quer e na hora que quer para vê-la. Tem época que ele vem todos os dias, depois some por uns 3 meses e nem atende as ligações dela. Eu sempre estimulava ela a procurar o pai, continuar ligando e ela dizia, mãe, ele não gosta de mim como gosta da outra filha dele. Não vou ligar mais... e sei que ela sofre muito por dentro. Mas o que fazer nesses casos? Cheguei ao limite de pedir para ele nunca mais procurá-la pois ele só confunde a cabeça dela. E quando ela faz alguma coisa de errado e eu brigo, ele me ameaça, faz a cabeça dela contra mim, me xinga. Eu gostaria muito que ele pedisse a guarda dela, assim ele teria obrigação de ser mais presente na vida dela, mas essa não é a vontade dela, muito menos o interesse dele. O que ele quer é infernizar minha vida. Eu gostaria que ele sumisse da vida dela, mas sei que estou de mãos atadas e ainda corro o risco de ver esse ser brigando na justiça alegando que a minha filha está sofrendo de alienação parental. Eu não concordo com essa lei, ou então ela não é coerente. Pq não existe uma lei que obrigue pais ausentes a assumirem suas responsabilidades com os filhos desde pequenos. Muitos vivem a vida e só quando ficam velhos caem na consciência de que foram péssimos pais e têm medo do julgamento divino e por isso procuram seus filhos, que foram criados com todas as dificuldades pela mãe e se quem tem uma família normal sabe o quanto é difícil criar um filho... quem dirá uma mãe solteira. E não falo de despesas financeiras. Falo de educar, ser presente, pois mães solteiras como eu, ainda precisam se matar de trabalhar pois sem emprego a dificuldade não é só para ela, já que tem uma boca para alimentar sozinha.
Além de tudo, ele tira o direito dela conviver com a família dele já que, embora a avó não goste dela, os tios e primos adoram. Mas para a família dele ele alega que eu não deixo, o que é um absurdo e para a minha filha, ele fala mal da família dele dizendo que são falsos e para ela não se iludir com eles... É uma história bem complicada.
Obrigada!

Papo de mãe disse...

Obrigada pelo relato, Carmem. Realmente é uma situação bem complicada, que infelizmente se repete em muitos lares. Quando a família só ouve um lado da história (no caso seu ex marido dizendo que você não deixa ele ver a menina), fica difícil provar o contrário. Mas se os tios e primos a adoram, vc já tentou conversar com eles?
Enfim, desejamos tudo de bom e o melhor desfecho possível para sua história.
Um beijo
Clarissa Meyer
Equipe Papo de Mãe

Anônimo disse...

olá!
tenho duas filhas do meu primeiro realacionamento uma com 9 e outra com 6 anos.
nos separamos assim que a mas nova nasceu por conta de agreções,ele sempre disse que as filhas eram tudo na vida dele ma snunca teve um tempo para eles sempre alegava trabalhar muito e não ter tempo,depois de quase dois anos com brigas constantes por conta da auxencia e por não pagar a pensão(que ele avia se proposto a pagar sem precisarmos ir a justiça) ele ficou desempregado, ai a historia ja era outra,não tinha dinheiro para pagar a pensão e muito menos para poder vim velas.obs:ele mora a menos de 20 minutos de nossa casa e não precisaria panha condução alguma para poder velas.
e mesmo assim sempre procurei ser tolerante até que ele se casou novamente e minhas foram passar um fim de semana na casa dele e disse que ele dava de tudo para a nova esposa de em quanto muitas das vezes eu ficava no trabalho até mei noite para poder ganha rum pouquinho a mas para não faltar nada para elas.
esta cobrança da mas velha me abril os olhos.
e quando pense que tudo estava ruim piorou fiquei gravida do meu segundo relacionamento minhas filhas ficaram felizes e acabaram contando para o ¨pai¨que ganhariam uma nova irmãzinha.
o que deixou ele mas afastado delas e com um odio mortal de mim.
sinto que por mas que eu e meu marido tentamos elas sentem falta do ¨pai¨,fico triste por que elas são meninas lindas e maravilhosas eu passei por algo muito parecido fui criada por padrasto assim como elas estão sendo,ma sa grande diferençã e que não tinha contato algum com meu pai biologico o que me deixou ainda mas agarada ao meu¨padrasto

fred amigo disse...

ola,meu nome é frederico sampaio.e tenho uma sobrinha chamanda alice,que moram com o pai,mas a mae dela que é minha irmã,o pai deixa a mae ver a criança,mas não deixa eu ver,e só vive falando coisa de min,nesse caso eu faço o que?

Vânia disse...

Tive uma filha aos 17 anos com meu primeiro namorado vivemos durante 6 anos juntos com muitas turbulência de indas e voltas, ele sempre me ameaçava e me batia dei queixas delas por diversas vezes, até que não aguentei mais e dei um fim definitivo sai de casa fui morar com uma amiga de faculdade e deixei minha filha com a mãe dele, mais todo os fins de semana eu vinha busca-lá, então logo ele arrumou outra pessoa e foi morar na casa que viveu comigo, quando falei que iria recorrer aos meus direitos na casa, ele me disse que eu foi quem abandonei o lar e não teria nenhum direito e também porque a casa estava no nome da mãe dele, para evitar confusão deixei de lado então só pedir que ele me deixasse em paz e fosse viver sua vida, mesmo depois de morar com outra e ter outro filho com ela, ele continuou a me procurar, sair da casa da minha amiga e fui morar com uma tia do qual peguei minha filha de volta, mas a mãe dele me ameaçou dizendo que eu estava deixando a menina com uma pessoa que não tinha moral para cuidar de uma criança, pois eu estava deixando minha filha com minha tia, para estudar e trabalhar, ela falar mal da minha tia, só por que ela criou um menina e esta se tornou rebelde, mais hoje ela se arrepende de tudo que fez com a mãe, minha tia não é nenhuma criminosa. Mas voltando para a história, acabei aceitando o que ela queria aluguei uma casa perto da casa dela e fui morar com minha filha, eu deixava minha filha na casa dela e ia para o trabalho do trabalho ia para faculdade e só pegava a menina a noitinha depois das 22:30h, até que um dia ela estimulo horários para eu pegar minha filha se eu não pegasse ela até as 19h, não pegava mais, figuei dizisperada, comecei a faltar aulas na faculdade só para não deixar de pegar minha filha, então perdi em um monte de matéria, quase tive que repetir de ano, mais graças a DEUS, esse pai maravilhoso isso não aconteceu, pois ele é justo, e ninguém melhor do que ele para saber reconhecer o seus esforços, e para me ajudar ainda mais ele colocou um pessoa no meu caminho uma pessoa do qual hoje sei o que é amor, me casei e fui morar com meu marido bem longe da casa deles e quando isso aconteceu eu já havia matriculado minha filha na mesmo escola que ela já estudava e já havia comprado todo o material e fardamento, para não perder tudo fiz um acordo com avó dela de ficar lá por um ano até terminar o ano letivo e pega-lá todos os fins de semanas, ela aceitou numa boa, quando o ano estava para terminar eu engravidei novamente, e quando o pai da minha filha soube voltou ameaçar, meu esposo teve que procurar os pais dele para conversar pois ele estava ameaçando que iria fazer eu perder a criança, então começou o inferno novamente, eles passaram a alienar a cabeça da minha filha dizendo que eu tinha abandonado ela que não gostava dela que eu só queria saber do novo bebê, mais mesmo assim no fim do ano minha filha veio morar conosco, então fiz outro acordo sem juiz de que eles me ajudassem com as despesas dela na escola, a escola custa R$220,00 eles passaram a depositar na minha conta R$160,00, e pagar o plano de saúde dela, tudo estava muito bom a ter começar dinovo, com as alienações, agora ela me ameaça dizendo que eu estou deixando minha filha de lado que não gosto dela e que não vai mais depositar mais nada para mim, como se o que eles fizessem fosse para mim, ela me ameaçou dizendo que me denunciar no conselho tutelar, então gostaria de saber se o que ela falar eu tenho que provar algo ou ela e que tem já que ela quem está dizendo? obrigado aguardo respostas o mais breve possível me ajudem, pois eu tenho como provar que tudo o que falei e verdade e tudo que ela vem fazendo também.
ABRAÇOS

 
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