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terça-feira, 14 de junho de 2011

Prematuro imunizado é prematuro protegido!

Olá, estamos de volta para dar continuidade ao tema da semana: doenças infantis e vacinação. E desta vez vamos falar especificamente sobre os prematuros.
A prematuridade é uma condição que favorece o aparecimento de várias doenças, algumas delas de maior gravidade. Por apresentarem um sistema imune  imaturo e, muitas vezes, outras condições de agravo, essas crianças devem ter um calendário de vacinas diferenciado, que atenda às suas necessidades de prevenção.

Por esta razão a Sociedade Brasileira de Imunizações lançou a campanha PREMATURO IMUNIZADO É PREMATURO PROTEGIDO, cujo objetivo é conscientizar os pais e a própria comunidade médica sobre a importância da vacinação dos prematuros.

Confira o calendário de vacinação dos prematuros.
Caso não consiga visualizar, clique aqui.
OBSERVAÇÕES:
RECÉM-NASCIDO HOSPITALIZADO Deverá ser vacinado com as vacinas habituais, desde que clinicamente estável. Não usar vacinas de vírus vivos: pólio oral e rotavírus.
PROFISSIONAIS DE SAÚDE E CUIDADORES Todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e cuidadores devem ser vacinados contra o influenza e receber uma dose da vacina tríplice acelular do tipo adulto, a fim de evitar a transmissão da influenza e da coqueluche ao recém-nascido.
VACINAÇÃO EM GESTANTES E PUÉRPERAS A imunização da gestante contra a influenza é uma excelente estratégia na prevenção da doença em recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida, época que ele ainda não pode receber a vacina. A prevenção do tétano neonatal não deve ser esquecida, e o momento do puerpério é oportuno para receber as vacinas contra doenças para as quais a puérpera seja suscetível: hepatite B, hepatite A, rubéola, sarampo, caxumba, varicela, coqueluche e febre amarela.
COMENTÁRIOS:
1. BCG Poucos estudos mostram eventual diminuição da resposta imune ao BCG em menores de 1.500 g a 2.000 g. Por precaução, aguardar 2.000 g ou idade de um mês para vacinar.
2. HEPATITE B Os RNs de mães portadoras do vírus B devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobulina específica para hepatite B (HBIG) na dose de 0,5 mL via intramuscular até no máximo sete dias de vida. Devido à menor resposta à vacina em bebês nascidos com idade gestacional inferior a 33 semanas e/ou com menos de 2.000 g, desconsidera-se a primeira dose e aplicam-se mais três doses (esquema 0-1-2 e a última dose de seis a 12 meses após a primeira dose).
3. PALIVIZUMABE Não se trata de uma vacina, mas de imunobiológico para imunização passiva com anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório (VSR), para o RN pré-termo de risco, nos meses de maior circulação do VSR em nosso país (março a setembro). É altamente recomendado para prematuros com idade gestacional menor de 28 semanas com até um ano de idade, e para RN com displasia broncopulmonar e cardiopatas em tratamento clínico nos últimos seis meses com até dois anos de idade. É recomendado para os demais prematuros até o sexto mês de vida, especialmente para aqueles com idade gestacional de 29 a 32 semanas, ou maiores de 32 semanas que apresentem dois ou mais fatores de risco: criança institucionalizada, irmão em idade escolar, poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças neuromusculares graves. Emprega-se a dose habitual de 15 mg/kg de peso, em cinco doses mensais consecutivas, aplicadas por via intramuscular.
4. PNEUMOCÓCICA CONJUGADA RNs pré-termos e de baixo peso apresentam maior incidência de doença pneumocócica invasiva, cujo risco aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento.
5. INFLUENZA A indicação rotineira da vacina contra a influenza em lactentes de seis a 23 meses é reforçada nos prematuros, pois estes apresentam maior morbidade e mortalidade
nas infecções por esse vírus. Deve-se sempre respeitar a sazonalidade da doença.
6. POLIOMIELITE Devido ao risco teórico de disseminação do vírus vacinal em população de imunodeprimidos (UTI neonatal, por exemplo), o uso da vacina oral está contraindicado enquanto o RN permanecer hospitalizado.
7. ROTAVÍRUS Por se tratar de vacina de vírus vivos atenuados, a imunização contra o rotavírus só deve ser realizada após a alta hospitalar, respeitando-se a idade limite para administração da primeira dose.
8. TRÍPLICE BACTERIANA A utilização de vacinas acelulares reduz o risco de apneias e episódios convulsivos pós-aplicação da vacina tríplice bacteriana.
DEMAIS VACINAS O calendário infantil deve ser seguido de acordo com a idade cronológica.

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