1º de dezembro – Dia Mundial da Luta contra a Aids. Brasil registra queda em transmissão de HIV de mãe para filho

Por Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

Redução em transmissão vertical foi destaque no lançamento do Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2016 pelo Ministério da Saúde

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Foto: Renato Oliveira – ASCOM/DIAHV

A taxa de detecção de HIV/aids em menores de 5 anos caiu 36% nos últimos seis anos, passando de 3,9 casos por 100 mil habitantes, em 2010, para 2,5 casos por 100 mil habitantes, em 2015. Os dados são do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2016, lançado pelo Ministério da Saúde. “A redução de 36% na transmissão de mãe para filho foi possível graças à ampliação da testagem que promovemos nos últimos anos, aliada ao reforço na oferta de medicamentos para as gestantes”, explicou o ministro Ricardo Barros.

“O panorama do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2016 nos dá uma estimativa de 827 mil pessoas vivendo com HIV/aids no Brasil”, disse a diretora do Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken. Outro dado expressivo revelado pelo novo Boletim é a queda de 42,3% na mortalidade nacional por aids em 20 anos: de 9,7 óbitos por 100 mil habitantes, em 1995, para 5,6 óbitos por 100 mil habitantes em 2015.

A epidemia no Brasil continua estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes – o que representa cerca de 41,1 mil novos casos ao ano. “Inserir essas pessoas nos serviços de saúde, por meio da testagem e do início imediato do tratamento, é a prioridade do Ministério”, afirmou o ministro Ricardo Barros. “Dessa forma, estaremos impactando diretamente a epidemia, pois vamos reduzir a circulação do vírus entre a população”, acrescentou.

De janeiro a outubro de 2016, 34 mil novas pessoas com HIV/aids entraram em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, há 489 mil pessoas em tratamento.

Mudança de perfil

A epidemia tem se concentrado em populações-chave – homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas – e jovens do sexo masculino em todas as faixas etárias. Entre jovens de 20 a 24 anos, por exemplo, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos por 100 mil habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015. Entre mulheres, houve queda em todas as faixas, em especial na faixa de 25 a 29 anos. Em 2005, eram 32 casos por 100 mil habitantes; em 2015, esse número foi de 16 casos por 100 mil habitantes.

“Estamos investindo em novas formas de nos comunicar com o público jovem, por meio das redes sociais e de aplicativos para smartphones, por exemplo”, disse Adele Benzaken.

Foto: Renato Oliveira - ASCOM/DIAHV

Foto: Renato Oliveira – ASCOM/DIAHV

Prevenção

O Ministério vem concentrando esforços também na chamada “prevenção combinada”, ou seja, um cardápio de alternativas que vão muito além do uso do preservativo masculino (e feminino). Dentre as ofertas, estão, por exemplo, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) – uma terapia antirretroviral de 28 dias para evitar a multiplicação do HIV no organismo de uma pessoa após sua exposição ao vírus –, disponível em serviços de saúde de todo o país. Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), administrada antes da exposição ao HIV, está em fase final de estudos no Brasil, prometendo integrar o menu de opções de prevenção oferecidas aos brasileiros pelo SUS.

Tratamento de graça

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento gratuito aos pacientes. “É importante ressaltar que o tratamento é gratuito no SUS e que as pessoas devem iniciar esse tratamento o mais rápido possível para conviver melhor com o vírus”, afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Uma das metas estabelecidas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) é ter 90% das pessoas testadas até 2020. A meta 90-90-90 também tem como objetivo ter 90% da população soropositiva tratada e 90% com carga viral indetectável neste período.

Assista ao Papo de Mãe sobre ‘Mães com HIV’

 


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