Pediatra afirma que qualquer quantidade de álcool na gestação pode gerar danos ao bebê

Por Dra. Ana Laura Kawasaka, pediatra do Saúde4Kids*

 

É permitido ingerir bebida alcoólica na gravidez? Qual é a quantidade limite? Quais os efeitos do álcool no feto? E o que pode acontecer com o bebê? A pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka explica a relação do álcool com o desenvolvimento da criança e ressalta que a bebida alcoólica na gravidez é a principal causa de defeitos congênitos e alterações neurológicas.
A pediatra afirma que a única quantidade segura de álcool para uma gestante é ZERO. “Não existe nível de consumo que não possa causar dano fetal. O álcool atravessa a barreira placentária e em 1 hora o nível no sangue do bebê é igual ao materno. E o feto não tem enzimas suficientes para metabolizar teor alcoólico.
Ele prejudica o transporte de nutrientes para o bebê, diminui a oxigenação da placenta e pode interferir no desenvolvimento das células do sistema nervoso”, complementa a médica.
Além disso, pode causar desde restrição no crescimento até alterações faciais, neurológicas, cardíacas, renais e esqueléticas. Já os distúrbios relacionados ao neurodesenvolvimento podem se caracterizar pelo baixo desempenho escolar ou dificuldade de interação social.
De acordo com a pediatra, estima-se que 30% a 50% das mulheres usuárias de álcool na gravidez terão filhos com alguma alteração do desenvolvimento. A Academia Americana de Pediatria também defende que durante a gestação nenhuma quantidade de ingestão de álcool é segura, seja cerveja, vinho ou destilado.
         
 
*O Saúde4Kids é um portal com informações direcionadas especialmente a mamães e papais ou responsáveis pelos cuidados com as crianças nos mais variados aspectos, desde a fase bebê até a adolescência.
Foi criado em 2015 pelas médicas e pediatras Fernanda Viana, Rafaella Gato Calmon e Ana Laura Kawasaka para compartilhar conhecimentos técnicos e experiências pessoais, a fim de orientar toda a família sobre cuidados com a saúde, bem-estar e comportamento da criançada.
Nele, as profissionais abordam, de maneira espontânea e com linguagem didática, desde assuntos obrigatórios como a vacinação das crianças, até dicas alimentares, tratativas comportamentais, sugestões de lugares para passeios etc.
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