15 de agosto, dia da gestante. Como se preparar para a gravidez?

 

Dr. Rodrigo da Rosa Filho*, ginecologista e obstetra

 

 

Preparar o corpo antes de tentar engravidar pode aumentar as chances da concepção e protege o bebê de uma série de doenças. Os cuidados com a saúde devem ser iniciados já no período pré-concepcional com alimentação adequada, ajuste de peso,  consumo restrito de café, proibição de uso de álcool, cigarro e drogas e condições emocionais equilibradas – bem-estar e gravidez planejada e desejada. Algumas vitaminas também podem ajudar como a suplementação com ácido fólico, que aumenta a chance de gravidez e diminui a chance de alterações do fechamento do tubo nervoso do bebê.

Por isso, vá ao ginecologista e avise os seus planos de gravidez. O médico vai fazer uma avaliação de rotina (preventivo, exame de mama, exame ginecológico e exames de imagem e de sangue), se certificar do uso de medicações contínuas, possíveis doenças e se as vacinas estão em dia.

Estou grávida e agora?

Se o teste de farmácia deu positivo, vá ao ginecologista antes de completar as sete semanas de gravidez. A primeira coisa que o médico vai solicitar são os exames de doenças infecciosas, rastreamento de anemia, diabetes, infecção urinária ou de verminoses, além do ultrassom inicial. Com todo o histórico médico da futura mamãe, o doutor poderá definir se a gestação é de baixo ou alto risco e assim programar a frequência de consultas. Tudo é monitorado: os antecedentes pessoais e obstétricos, resultados das análises e evolução da gravidez.

No primeiro trimestre, até 14 semanas, a gestante pode sentir náuseas frequentes, constipação e sonolência excessiva. As alterações no corpo são pouco evidentes. Nas consultas, a orientação médica é se manter tranquila sobre os sinais e sintomas comuns e ficar atenta aos sangramentos e cólicas excessivas.

O principal ultrassom – morfológico, é realizado no segundo trimestre, de 20 a 22 semanas de gestação. O médico orienta a realização de atividade físicas como pilates e hidroginástica, prescreve vacinação e exames para rastreamento de diabetes gestacional. Os sintomas mais comuns são azia, refluxo gastroesofágico e constipação. A barriga cresce e já é perceptível. A gestante sente o bebê mexer por volta de 20 semanas e as demais pessoas a partir de 22 a 24 semanas.

No último trimestre de gestação, o bebê só ganha peso e desenvolve maturidade pulmonar. A ansiedade toma conta de toda a família. A gestante tem mais dificuldade de locomoção e as dores musculares, inchaço das pernas e insônia são mais frequentes. A principal orientação médica é se atentar aos sinais de alarme como a dor de trabalho de parto, hemorragias, cefaleia, aumento de pressão, edema generalizado e diminuição da movimentação fetal.

Chega o grande dia

Graças à atenção, carinho e principalmente cuidado do médico, a gestante deve chegar ao grande dia com a ansiedade controlada. Não importa se o parto será vaginal ou cesárea, o importante é que ele passe tranquilidade, segurança e responda todas as dúvidas antes, durante e depois da gestação. O acompanhamento do obstetra é fundamental.

Rodrigo da Rosa Filho é Graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP),  co-autor/colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da SBRH e autor do livro ” Ginecologia e Obstetrícia- Casos clínicos” (2013). É diretor clínico e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime.  ​​


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