Teste do Olhinho: o primeiro exame oftalmológico do bebê

Por Dr. Rubens Belford Neto*, oftalmologista

 

Entenda como funciona o primeiro exame oftalmológico do bebê, o Teste do Olhinho. Exame realizado na maternidade e em consultas ao pediatra ajuda a identificar diversos problemas de visão, incluindo câncer raro

 

Quando nasce, o bebê não sabe enxergar. É aos poucos que ele aprenderá a usar a visão, assim como a sorrir, falar, andar etc. E para garantir que as estruturas dos olhos estejam normais, é realizado ainda na maternidade um teste importante, rápido e indolor: o Teste do Olhinho.

 

“Esse é o primeiro exame oftalmológico realizado no recém-nascido, feito pelo pediatra, e que permite a identificação de uma série de problemas no olho, incluindo catarata, glaucoma congênito e até mesmo o retinoblastoma, um tipo de câncer raro que afeta o olho por dentro e pode ser fatal”, conta o Dr. Rubens Belfort Neto, oftalmologista da clínica Belfort, da capital paulista.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, desde junho de 2010 os planos de saúde são obrigados a arcar com o pagamento do Teste do Olhinho e, antes disso, o exame já era obrigatório em maternidades públicas e privadas de diversas cidades e estados.

 

“O exame é rápido e avalia o reflexo da luz que entra no olho do bebê, permitindo identificar partes como cristalino, vítreo e retina, além da comparação entre os olhos. Diante de alguma alteração, o bebê é encaminhado para exame oftalmológico especializado e podemos tratar no tempo certo, permitindo o desenvolvimento normal da visão”, explica Dr. Rubens.

 

Exame normal não descarta avaliações futuras

 

Dr. Rubens explica que, mesmo que o Teste do Olhinho do recém-nascido seja normal, é importante que o pediatra repita o exame nas consultas de rotina, além de checar problemas relatados pelos pais como estrabismo, vermelhidão etc.

 

“Os pais e o pediatra devem acompanhar o desenvolvimento ocular das crianças e comparar a visão entre os olhos. Exames periódicos com oftalmologistas também podem ser solicitados pelo pediatra se este julgar necessário.”

 

*Dr. Rubens Belfort Neto Oftalmologista

  • Professor Afiliado da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina
  • Presidente da Sociedade Pan-Americana de Oncologia Ocular (2016-2018)
  • Doutor em Oftalmologia pela UNIFESP (PhD) – 2011
  • Médico especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, com título pela Associação Médica Brasileira (AMB)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
  • Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Cancerologia
  • Membro da Sociedade Internacional de Oncologia Ocular
  • Membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
  • International Member – American Academy of Ophthalmology
  • Associate Secretary-Portuguese Language Region – Executive Committee – Pan-American Association of Ophthalmology (2015-2017)
  • Especialista em Mácula – UNIFESP 2015

Formação e Cargos – Oncologia e Patologia Ocular

  • Presidente da Sociedade Pan-Americana de Oncologia Ocular (2016-2018)
  • Chefe do setor de Oncologia Ocular da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011 até 2016)
  • Chefe do serviço de oncologia ocular do Amazonas
  • Oftalmologista formado pela Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
  • Fellow no setor de Oncologia Ocular, Departamento de Oftalmologia, UNIFESP
  • Fellow no Departamento de Oftalmologia, McGill University, Canada: Patologia Ocular, Oncologia Ocular e Plástica Ocular
  • Fellow em Oncologia Ocular – Cole Eye Institute, Cleveland Clinic, Ohio, EUA – Setor de Oncologia Ocular
  • Fellow em Oncologia Ocular – MD Anderson Cancer Center, Texas, EUA – Departamento de Oftalmologia