PAPO DE MÃE
2 anos no ar pela TV Brasil!!!
DOMINGOS, 19 HORAS


quinta-feira, 15 de março de 2012

S.O.S. PAPO DE MÃE


Olá!
Hoje é dia de “SOS PAPO DE MÃE”! Aqui você faz sua pergunta  ao especialista que participou do programa e envia para sos@papodemae.com.br. Nós encaminhamos seu e-mail, o especialista responde e a gente publica as perguntas selecionadas. Temos vários assuntos e vários colaboradores respondendo. Confiram!

INTERVALO ENTRE MAMADAS
Sou a avó da Maria Fernanda, que fez um mês ontem, minha filha assiste sempre este programa e é mãe de primeira viagem. Ela gostaria de saber quando que o bebê passa a mamar de 3 em 3 horas?
Dra. Jane Szmid, pediatra (programa “mães de primeira viagem”): Não existe um tempo igual para todos os bebês. Orientamos amamentar sob livre demanda, o que significa amamentar quando o bebê mostrar vontade (sugar a mão ou dedo, procurar com a boca movendo a cabeça para os lados, chorar ... ).

POSIÇÃO DO BEBÊ NO BERÇO
Gostaria de perguntar qual é a maneira correta de colocar o bebê no berço, se posso utilizar uma almofada anti-refluxo (modelo rampa)?
Dra. Jane Szmid (programa “mães de primeira viagem”): Olá, a melhor maneira de colocar o bebê é de barriga para cima. Também podemos colocar de lado. A cabeça pode ser elevada com um livro sob o colchão. A almofada anti-refluxo também pode ser utilizada.

PROBLEMAS PARA IR AO BANHEIRO
Tenho um filho de 5 anos que já vai na escola. Estou tentando ensiná-lo a pedir para ir ao banheiro desde os 2 anos de idade e até hoje, quando ele tem vontade, ele segura.  Isso várias vezes ao dia. Então quando ele vai fazer, as fezes já estão mais ressecadas e acaba sendo muito desconfortável. Está sendo um problema isso, as desculpas dele não pedir é que  estava  assistindo TV, então tirei a TV. Depois, que estava brincando, então guardei aquele brinquedo. Já deixei no cantinho pensando... Espero que possam me ajudar o quanto antes, pois a minha paciência já está se esgotando com ele. Já falei que a próxima coisa que vou fazer será umas chineladas. Sei que não vai adiantar, por isso me seguro o máximo para não fazer isso. Obrigada.

Dr. Leonardo Posternak, pediatra (programa sobre “birra” e “avós de primeira viagem”): Seu filho não precisa de “chineladas”, nem do canto para pensar, nem de castigos, o que ele precisa é de sua compreensão de algo que você não pode perder: a paciência. Por algum motivo desconhecido está difícil evacuar na hora e no local certo. Acho que os pais devem passar muita confiança sobre a capacidade que os filhos  têm de resolver o problema. Se isso não funciona, talvez em algum momento será necessário consultar um psicólogo que fará para um psicodiagnóstico para conhecer a raiz do conflito.

NÃO QUER IR À ESCOLA
Tenho um filho de 4 anos e estou com muita dificuldade para levar ele na escola, pois ele não quer ir, chora, grita, xinga, pede “por favor” para que não o leve. Foi uma semana inteira e chorou todos os dias, e na outra semana ele não quis ir de maneira nenhuma. Não sei mais que fazer pois trabalho e a maioria das vezes é meus pais que cuidam dele, meu filho é agitado, não tem paciência quer tudo na hora e se irrita muito fácil. Já tentei conversar, explicar tudo, porém ele não quer nem ouvir. Estou muito preocupada que chego a pensar que ele é hiperativo.
Dra Ana Cláudia A. B. Oliveira, psicopedagoga (programa “meu filho não gosta de estudar”): Nesta idade é comum as crianças terem esse tipo de atitude, mas dizer que pode ser ou não hiperativo é muito precoce. O início da vida escolar é um acontecimento marcante para toda família, que enfrentará desafios pela frente, como um ambiente desconhecido e a separação mãe/filho. Para que a adaptação aconteça de forma mais amena, é preciso ter um olhar mais atencioso para alguns aspectos:
* Conheça várias escolas e analise: espaço físico, formação dos professores, proposta pedagógica. Não opte pelo valor ou por ser perto de casa. Procure uma escola de qualidade, pois a Educação Infantil é a base para os demais segmentos.

* O ingresso a escola não pode coincidir com algum outro acontecimento importante na vida da criança, como separação dos pais, nascimento de um irmão, perda de um ente querido, entre outros.
* A escolha do período em que a criança irá estudar, de forma que não coincida com o horário em que dorme.
Essa separação entre mãe e filho deve se dar aos poucos. Há escolas que permitem uma adaptação gradual, aumentando o número de horas de permanência da criança na escola à medida em que ela comece a criar vínculo com os amigos, o espaço e a professora. O mais importante é que a mãe transmita tranquilidade para o filho e saiba que não está abandonando-o, mostrando-se segura, despedindo-se dele na hora de ir e voltando no horário combinado para buscá-lo. Lembre-se, a adaptação dependerá muito da atitude emocional da mãe. Sentir a falta da mãe é necessária porque faz com que a criança saia em busca de sua necessidade, por seu próprio esforço.


MEDO DE ESCURO

Sou  mãe da Vitória, de 06 anos de idade. Ela é uma criança muito esperta e ativa, mas tem muito medo do escuro, de fantasmas de monstros, etc.Tem épocas em que ela está bem, vai ao banheiro sozinha, dorme super bem em seu quarto. Mas em alguns momentos não, acorda à noite e não quer ir a lugar nenhum sozinha pela casa. Não sei se é normal esta intensidade, pois não observei em nenhuma criança desta forma. Agradeço desde já a atenção.
Dra Jaíde Regra, psicoterapeuta infantil (programa sobre “medo”): Vou responder alguns aspectos gerais e analisar o comportamento da Vitória baseada em algumas hipóteses, uma vez que não disponho de um conjunto de dados.
Primeiramente, temos que olhar para a interação mãe/criança no dia a dia. Às vezes, quando ocorrem vários confrontos durante o dia e mesmo briguinhas, a criança pode ficar mais insegura e ter um sono menos tranquilo. Independente do medo, vale a pena a mãe ler: Pais Liberados Filhos Liberados - Adéle Faber e Elaine Mazlish - Edit. Ibrasa (antiga). Considerando o medo, a criança pode ver um filme, desenho, ouvir histórias reais ou ver coisas perigosas no telejornal: isto poderá fazer com que ela sinta medo em algumas situações.
Se houve brigas com algum membro da família ou ela está um pouco insegura, poderá acordar com medo ou ter dificuldades para dormir. É importante acalmar a criança e mostrar que medo só se perde enfrentando. Que ficará um pouco sozinha e logo a mãe volta. Esse tempo pode ser aumentado aos poucos a cada vez ou a cada dia. Se a criança for dormir com os pais o medo aumenta: passamos uma mensagem que dormir sozinha é perigoso e os pais a protegem. Dar excessos de atenção quando a criança tem medo sem ensiná-la a enfrentar aos pouquinhos, pode gerar um aumento no medo. A isto se soma uma manipulação que pode ser inconsciente, onde a criança quer atenção e diz que está com medo.
Exemplo imaginativo: A mãe está assistindo a novela e a criança naquele momento não está recebendo atenção. Diz que quer ir no banheiro e a mãe pára a novela e vai ao banheiro com a criança. Isto favorece o aumento do medo. Alternativa: a mãe vai até a porta e diz que a criança é capaz de entrar sozinha. A criança enfrentou e a mãe elogia. Na próxima vez novo desafio: Mãe combina que fica a um passo da porta do banheiro e a criança faz o resto sozinha. Depois, a mãe fica a dois passos do banheiro e diz: Não acredito que você enfrentou tudo isso! E assim por diante. A criança vai sendo levada a enfrentar gradualmente.
Há casos que o medo passa a ser uma fobia, quando ele é muito intenso, pode abranger uma classe maior de situações e os pais têm dificuldades de aplicar procedimentos simples de enfrentamentos. Nesse caso, é recomendável fazer uma consulta com uma psicóloga comportamental cognitiva para trabalhar esses aspectos da fobia.

PS: Por questões de privacidade e segurança, o nome dos telespectadores é mantido em sigilo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

50 dúvidas sobre o primeiro ano de vida do seu filho

      Eita fase complicadinha esta da chegada do bebê! A gente fica com dúvidas e mais dúvidas sobre as coisas mais simples possíveis. Algumas a gente fica até com vergonha de perguntar, não é mesmo? E para quem perguntar: pediatra, mãe ou amiga mais experiente??? É claro que tudo depende do tipo de dúvida e, neste caso, você vai precisar de  um pouco de bom senso para distinguir quando a questão é assunto para o médico e quando não é.
     De qualquer forma, uma boa sugestão  é que você  escreva sempre uma lista de todas as suas dúvidas e leve no dia da consulta com o pediatra.  Provavelmente, você vai precisar fazer isto até que seu filho complete, no mínimo, 1 ano. Aí, depois, você vai perceber que com o passar do tempo a lista vai ficando menor, e menor... Mas nestes primeiros meses, nem pense em ir ao pediatra sem a sua listinha!!! 
    Bem, o que trouxemos hoje de material sobre o tema da semana é uma reportagem da Revista Crescer. São 50 dúvidas sobre o primeiro ano de vida do bebê.  Vale muito a pena dar uma lida. Comece lendo a reportagem aqui no blog mesmo e depois clique no local indicado para continuar a leitura, combinado? J
***

50 dúvidas sobre o primeiro ano de vida do seu filho
Quando o bebê pode dormir no quarto dele? Tem que ser de barriga para cima? Perguntas desse tipo surgem ainda na gravidez.Outras, como aquelas sobre amamentação, só depois que se chega da maternidade com o recém-nascido nos braços. Mas há também situações que a gente sequer poderia imaginar, até o dia em que temos de nos virar sozinhos.
Por Bruna Menegueço e Malu Echeverria
Fonte: Revista Crescer

Sono

1.Meu filho pode dormir sozinho desde o primeiro dia?
A OMS recomenda que o bebê durma no quarto dos pais, no berço, até o sexto mês. O objetivo é estimular a amamentação, pois em tese isso facilitaria a vida da mãe. Estudos mostram que a indicação também pode reduzir a taxa de morte súbita. Mas, se a mãe não se incomoda em levantar de noite, os pediatras dizem que o bebê pode dormir sozinho já no segundo mês.
2. O que fazer se o bebê não acordar para mamar (principalmente à noite)? Nos primeiros meses, em geral, os pediatras sugerem que o bebê seja acordado durante a noite para mamar, caso não desperte sozinho. No entanto, se ele for um pouco mais velho e o ganho de peso estiver adequado, talvez não haja problema em espaçar as mamadas noturnas. Peça ao médico para avaliar qual é o caso do seu filho.
3. Meu bebê dorme cedo, por volta das 20 horas, mas acorda sempre às 6, mesmo que vá dormir às 21 ou 22 horas. Como fazer com que ele durma até mais tarde? A personalidade do bebê deve ser levada em conta. Alguns são mais matutinos mesmo. Um jeito de fazer com que ele acorde um pouco depois, porém, seria dar a última mamada da noite um pouco mais tarde, por volta das 22h, mesmo que ele esteja dormindo. Mas o ideal é que a família tente ajustar seus horários.
4. Qual a posição ideal para o bebê dormir? Desde a maternidade, a posição indicada é de barriga para cima. Pesquisas mostram que assim há menos risco de morte súbita. Quando ele aprender a se virar, por volta dos 5 meses, ele mesmo vai escolher o jeito que mais gosta. Só para lembrar, o bebê não precisa de travesseiro. A não ser os que têm refluxo, que devem dormir com a cabeceira do berço elevada.
5. Quando o bebê não arrota depois da mamada é perigoso colocá-lo no berço? Em geral, o bebê que mama no peito arrota pouco. Isso porque o arroto é um mecanismo do corpo para liberar o ar ingerido na mamada, o que não acontece se a aréola for pega corretamente pela criança. Mas se ele toma mamadeira ou sofre de refluxo fisiológico, normal nos primeiros três meses, é comum engolir ar ou vomitar depois que mamou. Seja qual for o caso, os pais podem segurar o bebê por alguns minutos na posição vertical, sendo desnecessário bater nas costinhas dele, antes de colocá-lo no berço outra vez.
6. Meu bebê só quer dormir no colo, o que faço? Não se preocupe, no primeiro ano é fácil modificar os hábitos de sono da criança. Basta criar uma rotina. A partir do momento que ela começar a ficar mais horas acordada, à noite, coloque-a no berço sempre no mesmo horário. O quarto deve estar escuro (ou com a luz do abajur) e sem barulho. Fique ao lado dela, cante uma música e dê um beijo de boa noite. Aos poucos, ela vai entender que está na hora de dormir e vai pegar no sono sozinha. Pode choramingar nos primeiros dias, mas tente resistir à tentação de pegá-la no colo outra vez.
7. Posso dar chás de camomila ou de erva-doce para induzir o sono da criança? Não. Apesar da insistência de avós e tias, os pediatras são categóricos: até os 6 meses, a única bebida que a criança precisa é o leite materno. No entanto, os chás parecem acalmar porque têm efeito placebo. O ritual de bebê-lo é tão tranquilo que faz o sono chegar mais rápido para os que têm mais de 6 meses. Ainda assim, fale com seu pediatra.
8. Meu filho tem nove meses e ainda não engatinha, enquanto os amiguinhos dele já. O que faço?  Variações no desenvolvimento dos bebês são normais. Afinal, cada criança tem seu ritmo próprio. Para estimular o engatinhar, deixe a criança em chão firme (superfícies com edredons e cobertores atrapalham) e espalhe brinquedos que se movimentam (como bolas e carrinhos). Ela provavelmente vai tentar alcançá-los. Mas é importante lembrar que alguns bebês pulam essa etapa e simplesmente aprendem a caminhar antes.
9. Meu filho é grande e as pernas estão encolhidas no bebê-conforto do carro. Posso virá-lo para frente? Se ele já tiver atingido os 10 kg, tudo bem. Pois a recomendação é que esse tipo de assento infantil seja usado no banco traseiro, de costas para o painel, do nascimento até a criança completar um ano de idade ou 10 kg. A partir de 1 ano, ele já pode passar para a cadeirinha, que é posicionada de frente para o painel, presa pelo cinto de segurança do carro.
Clique nos itens abaixo para continuar lendo a matéria:

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#FICADICA: Leitura
Na dose certa - o que mais o pediatra tem a dizer
de Raquel Guimarães Del Monde  
Na dose certa é um livro escrito por uma pediatra, como uma forma de responder às dezenas de dúvidas trazidas diariamente ao consultório. Em linguagem simples e bem humorada, aborda várias questões envolvidas no cuidado das crianças. Revê conceitos básicos em saúde e esclarece os temas que mais afligem pais e mães. A autora também discute, com franqueza, a relação médico-paciente nos dias de hoje - inclusive assuntos delicados como telefonemas e limites da disponibilidade do médico - bem como o papel da mídia e alguns dos problemas vivenciados atualmente na área de saúde e no moderno cotidiano dos pais.

Promoção Papo de Mãe e CineMaterna: participe!!!

ATENÇÃO MAMÃE!!!
Quer curtir um cineminha junto de seu bebê de até 18 meses? Então participe da nossa promoção em parceria com o CineMaterna!
Basta escrever para papodemae@papodemae.com.br e dar uma DICA às mamães de primeira viagem. As 5 melhores dicas ganharão um ingresso para uma sessão de cinema CineMaterna.
CineMaterna são sessões de cinema para mães (pais e acompanhantes) com seus bebês de até 1 ano e meio, seguidas de bate-papo em local próximo. A programação semanal é disponibilizada no site www.cinematerna.org.br e acontece nas seguintes cidades:  Barueri-SP, B. Horizonte-MG, Brasília-DF, Campinas-SP, Curitiba-PR, Florianópolis-SC, Fortaleza-CE, Maringá-PR, P. Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA, Santo André -SP, Santos-SP, São Paulo-SP e Vitória-ES.
Estamos esperando pela sua dica, não deixe de participar!!!
Promoção válida até sexta-feira, 16.03.2012.

terça-feira, 13 de março de 2012

Mães de primeira viagem: relato sobre amamentação

Olá!
Nosso programa deste último domingo foi sobre “mães de primeira viagem”. Durante o programa, várias dúvidas puderam ser esclarecidas e outras levantadas. O bom de trocar experiência é que a gente tem sempre alguma coisa nova para aprender e outra para ensinar, não é verdade? É por isso que papo de mãe costuma não ter fim, pois a gente vai emendando um assunto no outro, e no outro... rsrs

Quem já participou de uma gravação no estúdio, sabe o quanto a conversa rola solta. É tanta coisa para falar, tantos pontos a abordar. E a gente fala, e fala de novo, pergunta, responde, ri, chora... É uma mistura de emoções! Depois, como vocês devem imaginar, a hora de editar é um sofrimento, pois fazer tudo isso caber em uma hora de programa é difícil. Felizmente, no final, todos adoram o resultado!

Mas é justamente para suprir qualquer ponto que tenha faltado abordar no programa, ou complementar o assunto, que a gente tem este espaço aqui na internet. O blog, o chat e as nossas redes sociais tem esta função e a colaboração de vocês é fundamental neste sentido.
A propósito, o chat deste domingo foi muito bacana. Gostaríamos de agradecer a todos que participaram. Algumas meninas disseram o quanto o relato de outras mães ajuda na hora de enfrentar certos desafios e é por isto que incentivamos vocês, sempre que possível, a enviarem relatos para publicarmos aqui, pois a vivência prática de cada uma, o que cada uma sente, sabe e conta tem um valor inestimável.

Continuem mandando relatos, não só sobre este assunto que estamos abordando esta semana, mas sobre todos os assuntos que o Papo de Mãe aborda. A participação de vocês é fundamental para continuidade e qualidade do nosso trabalho!

E já que estamos falando em relato, a Elly Chagas, de Santo André-SP,  mandou 2 relatos para a gente: um sobre parto e outro sobre amamentação. Escolhemos publicar sobre amamentação, mas vale dar uma conferida no relato do parto também.

Agora, segue o relato sobre como foi o processo de amamentação do Caetano, filho da Elly. Reparem como a amamentação, muitas vezes, requer paciência e obstinação, e como os grupos de apoio fazem diferença neste processo... Obrigada Elly, beijos!!!!

***

Uma história de amor – Por Elly Chagas

Caetano chegou junto com a primavera de 2007, 5h15 do dia 22 de setembro. O parto fora exaustivo e o sonho da amamentação nos primeiros momentos não se concretizou. Eu e meu gigantinho estávamos exaustos, com poucas forças e precisamos nos recompor para iniciar nossa relação de amor através do leite. Mas não tardou tanto assim. Por volta de uma hora depois nos reencontramos, Caetano, instintivamente, abocanhou meu seio e ficamos ali, maravilhados com aquele contato.

Tanto que nem notei que, em certo momento, ele largou o bico e passou a mamar na auréola esquerda. Deslizei imediatamente corrigida pelas parteiras da Casa de Parto, que acompanhavam este momento com o intuito de auxiliar e incentivar o ato de amamentar.
Durante aquele sábado, amamentar foi uma delícia. Domingo percebi que ele era mais guloso do que os outros bebês que nasciam naqueles momentos na Casa. Pedia muito o peito, tinha uma necessidade imensa de sugar e dormia muito pouco.

Por conta do peso de nascimento de Caetano, 4270k, ficamos por 3 dias na Casa de Parto, quando o normal seria 24h. E foi na última noite que passamos lá, de segunda para terça-feira, que a amamentação começou a ficar difícil.

Após o nascimento de uma menina, por volta da 1h da manhã, Caetano se agitou. Amamentava, mas não o acalmava. Uma das enfermeiras foi um pouco grossa ao entrar nervosa e dizer – mesmo depois de eu ter passado 2hs amamentando – que não ia falar mais uma vez o que eu tinha que fazer. Assustada, deitei com Caetano e amamentei em posições horríveis por 4 horas sem parar.

Ao amanhecer,  percebi que um dos meus bicos, o esquerdo, estava praticamente pendurado e o direito ‘apenas’ fissurado. Amamentar perdeu um pouco o brilho e ganhou muita dor e dificuldade.

Na tarde do mesmo dia já estava em casa (ufa!) e achei melhor tentar o famoso bico de silicone. Fomos eu e minha mãe numa farmácia e compramos. Não funcionou. A dor continuava com a presença do bico e Caetano ficava muito nervoso com aquele corpo estranho entre nós. Sem contar que os restos dos ferimentos grudavam no silicone e mesmo fervendo eu encontrava vestígios de sujeira, simplesmente nojento. Tentei por 2 dias e desisti.

Na quinta-feira, decidi ordenhar e oferecer meu leite na colherinha para Caetano, que aceitou. Assim, o bico descansou e eu combinei este descanso com a aplicação da casca de banana por 15 minutos e luz direta. No domingo, o prazer da amamentação já estava conosco novamente.

Neste meio tempo o maluco do pediatra que se dizia a favor da amamentação preparou uma receita ridícula de NAN, alegando que Caetano deveria estar ganhando 30 grs por dia e que isto não estava acontecendo, pois, apesar de eu ter um boa oferta de leite, ele não conseguia ingerir o necessário. Dei um ponto final na nossa história com este médico louco, marquei com um homeopata e, no tempo em que esperava a consulta com este novo médico, contei com o apoio das meninas da Matrice e tudo correu bem. Caetano nunca conheceu o tal NAN.

O prazer em amamentar aumentava gradualmente. Lembro que no início,  amamentava de frente para um relógio, contando quanto tempo durava cada mamada. Não que em determinado momento eu tirasse Caetano do peito por decidir que já estava bom, aliás nem sei dizer por que, mas achava essencial olhar o relógio enquanto amamentava.

No segundo mês tive uma mastite (a primeira). Tive tanto medo de ter que parar de amamentar. Escrevi na lista da Materna e a Flávia Gontijo disse que eu poderia ligar para ela. Era madrugada, liguei e foi fundamental. Passei o resto da noite/madrugada aliviada, oferecendo muito o peito afetado para o Caetano. Acordei bem melhor e segui as outras dicas da Flá (água quente, dança africana, ordenha) e da Analy, que também me escreveu indicando os possíveis motivos da mastite. Foi após este episódio que aposentei o relógio e comecei a olhar mais para o Caetano durante as mamadas. Tentava olhar para cada poro do meu bebê, amamentava e contemplava!

Voltei ao trabalho quando Caetano tinha praticamente 6 meses com uma hora para amamentá-lo. Detalhe: sou educadora e Caetano frequenta o berçário da Creche em que trabalho. Daí que não sofremos nenhum grande trauma neste período. Cheguei a estocar leite, mas não foi necessário,  pois amamentei no meio do expediente até que ele completou nove meses e foi suficiente. Ele compensava o tempo de separação durante a noite, motivo pelo qual acabei não fazendo um desmame noturno.

Tive uma outra mastite – esta bem mais traumática – durante o mês de junho de 2008. Dor, calafrios, febre local. Não parei de amamentar ainda assim e foi amamentando que a inflamação drenou. Alívio. Mais uma vez a parceria Elly&Caetano mostrou sua força.
Comecei a introdução de alimentos sólidos aos seis meses, mas ele só se entendeu com estes alimentos aos 10 meses. Aos 2 anos, comia sozinho e bem. Dos 3 anos e meio em diante passava dias sem mamar,  mas de repente, geralmente ao acordar ou no momento de dormir, pedia para mamar. Enquanto estivemos juntos, na mesma creche, mamava diariamente. 

Após 3 anos e 8 meses de amamentação, uma febre longa nos mostrou o início de novos caminhos.  Uma das minhas maiores armas para manter a tranquilidade nas febres de Caetano até então era o peito, que hidratava e ajudava demais no processo. Porém, desta vez, ele não aceitou tão bem assim o leite materno.

Foi tenso acontecer bem neste momento, mas eu ainda nem sabia. No dia seguinte, após a consulta com o pediatra homeopata, Caetano declarou com todas as palavras bem ditas: "Mamãe, não mamo mais. Sou grande."

Achei que seria mais uma vez uma declaração de momento, como já havia acontecido, porém na manhã seguinte, ele veio para a minha cama, pediu o peito, sugou por 2 segundos e disse: "Já acabou, não quero". E, naquela noite, adormeceu no meu colo sem mamar. E na noite seguinte também.

Lindo é que a decisão vinda dele - madura até - causou certa insegurança com a qual ele está aprendendo a lidar e eu oferecendo todo o suporte possível. Parece estar se reacomodando em nossa relação. Todas as madrugadas pede para ficar na cama comigo, me solicita mais, declara amor e mais amor, está super emotivo. E os processos da maternagem sempre nos oferecendo outras histórias de amor!

Não serei hipócrita de dizer que amamentar são só flores, mas preciso dizer que é bom demais!
 ***
# FICADICA
Se você está tendo problemas com a amamentação, entre em contato imediatamente com um grupo de apoio. Na internet existem muitos sites que podem ajudar com dicas e informações. Não desista diante da primeira dificuldade, seja persistente, pois amamentar, muito mais do que nutrir, é um ato de amor.
Sugestões:
Aleitamento Materno Solidário: http://www.amsbrasil.com
Amigas do peito:   http://amigasdopeito.com.br
Aleitamento.com: http://www.aleitamento.com


segunda-feira, 12 de março de 2012

Mães de primeira viagem: artigo de especialista

Uma viagem diferente...
Por Maria Elisangela Nunes Carneiro* 

      O momento é único e reserva muitas surpresas... A maternidade pode proporcionar grandes descobertas e transformações, que iniciam na gestação e seguem durante todo o desenvolvimento da criança.
      E como tudo o que é novo, traz consigo inseguranças, medos e dúvidas. E quando falamos das mamães de primeira viagem, as dúvidas são ainda maiores, pois tudo o que vivenciam é novo e os sentimentos são os mais variados.
       No início da gestação as dúvidas mais frequentes estão relacionadas aos cuidados que a futura mamãe deve ter para que sua gestação siga tranquila e com o bebê se desenvolvendo de forma saudável.  As dúvidas mais comuns são sobre a alimentação, se podem pintar ou alisar os cabelos, se as relações sexuais prejudicam o bebê e qual a melhor atividade física.
      Com o passar do tempo e a aproximação do parto as inseguranças e dúvidas ficam mais direcionadas ao parto e cuidados com o bebê, como amamentação, sono do bebê, banho, cólicas...o foco agora é a chegada do bebê, e é muito comum ouvir as gestantes se questionando se conseguirão dar conta de toda a demanda que está por vir.
     Algumas ações podem contribuir para que as futuras mamães se sintam  mais tranquilas e seguras durante a gestação e  após a chegada do bebê, seguem abaixo algumas delas:
·         A confiança no médico que realizará o parto e a escolha de um pediatra antes do nascimento do bebê ajuda a deixar os futuros pais mais tranquilos, pois as dúvidas podem ser esclarecidas no decorrer da gestação, e no pós-parto o casal já sabe a quem recorrer em um momento de maior dificuldade;

·         Participar de grupos de gestantes ou casais grávidos é bastante positivo, pois a troca de experiências tendem a ser muito ricas. O casal percebe que não são os únicos a vivenciar determinas experiências e podem se sentir mais seguros e tranquilos ao perceberem que seus sentimentos são naturais nesta fase em que estão vivendo;

·         Sabemos que não há uma receita pronta, cada bebê tem sua forma de vir ao mundo, e somente aos poucos, com o passar dos dias, é que a dupla mãe-bebê se conhece. A nova mãe se apropria de sua maternidade à medida que esta relação é construída e fortalecida, só assim  ela é capaz de perceber  o que funciona ou não naquela relação.
*Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989. Atende em consultório particular gestantes, adultos, crianças e orientação a pais.  Participou como especialista convidada do Programa Papo de Mãe sobre Mães de Primeira Viagem, exibido em 11.03.2012. Site:  www.maternarvida.com.br Email: mariaelisangela@maternarvida.com.br
***
#FICADICA

A ACTC e sua diretoria: Theotonio Mauricio Monteiro de Barros, Teresa Cristina Ralston Bracher, Mônica Pimentel de Vassimon, Ezequiel Grin, Anis Chacur e Susana Steinbruch, GALERIA ESTAÇÃO, ANA AUGUSTA ROCHA E CRISTINA MACEDO convidam você e sua família para a abertura da exposição dos bordados e do lançamento do livro:
BORDAR A VIDA - HISTÓRIAS DOS TRABALHOS DAS MULHERES DA ACTC Dia 21 de março de 2012, quarta-feira, das 19h às 22h.  Galeria Estação| Rua Ferreira de Araújo, 625. A exposição permanecerá até dia 28 de março de 2012. Serviço de valet no local.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Mães de primeira viagem é o tema do programa deste domingo!


           Toda mãe um dia já foi mãe de primeira viagem e sabe bem como é o primeiro mês de um recém nascido...  O bebê chora e a mãe não sabe o que fazer. Será que é fome, frio, calor, cólica? E como cuidar do umbigo, dar banho, trocar fraldas, amamentar? Enfim, dúvidas e mais dúvidas cercam as  mamães no primeiro contato com este universo materno. Por isso, o tema do Papo de Mãe deste domingo é sobre MÃES DE PRIMEIRA VIAGEM.

Para nos ajudar nesta conversa, Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem mães e especialistas, entre eles a Dra. Jane Szmid, pediatra e neonatologista e a psicóloga Maria Elisangela Nunes Carneiro, especialista em psicologia perinatal e aleitamento.

Na reportagem de Rosangela Santos, vamos entender um pouco melhor o processo de amamentação e a sua importância. Mariana Verdelho mostra como é a rotina, ou melhor, a falta de rotina, numa casa que acabou de receber um bebê. E Pedrinho Tonelada bate um papo pelas ruas.

Após o programa, converse conosco pelo chat até as 21 horas. Acompanhe as postagens do blog ao longo da semana assinando nosso Feed.  Siga também o Papo de Mãe pelo twitter (@papodemae) e curta a nossa fan page no Facebook (Programa Papo de Mãe II).

Papo de Mãe é um programa imperdível e fundamental para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. Neste domingo, 11/03/2012, às 19 horas, na TV Brasil.








TDAH e Dislexia - programa disponível

O programa sobre TDAH e Dislexia já está disponível em nossa página no www.dailymotion.com/papodemae. Clique aqui para assistir ou na nossa coluna da esquerda.

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março - DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!


Tem sempre uma polêmica em torno do dia da mulher. E, enquanto houver desigualdade, acho que tem que ter este dia sim. Sim porque, em geral, os salários das mulheres ainda são inferiores. Sim, e ainda mais grave, porque muitas mulheres ainda são agredidas e assassinadas todos os dias por seus companheiros - principalmente aqui no Brasil. Quem sabe um dia, quando de fato houver igualdade e justiça, nã...o seja mais necessário existir o dia da mulher. Convido a todos para assistirem em nossos arquivos o programa "violência doméstica" com participações de Maria da Penha e Natalia Just. Lembrando que, muitas vezes, a violência emocional e moral pode ser pior do que a física. E que esta violência costuma ser velada - o que faz com que mulheres sofram caladas. Confiram arquivos na coluna da esquerda. bjs! Mariana Kotscho
PARABÉNS A TODAS AS MULHERES DO MUNDO!!!

Dislexia: o que ajuda a criança disléxica em casa

 1 - Dividir a lição em partes para cansar menos e a produção ser maior.

 2 - Alguém estar ao lado para ler os enunciados ou explicá-los, caso a criança tenha dúvidas.
 3 - Dividir a leitura de livros com a criança: a criança lê uma parte a mãe (ou pai irmão, etc.) outra, depois a criança novamente. Começar a leitura do livro muito antes da data da avaliação para se ter tempo para a leitura de pequenas partes por vez. 
4 - Procurar livros, sites etc. que demonstrem através de figuras, desenhos, esquemas a matéria de forma concreta para facilitar a compreensão.
5 - Alugar filmes que retratem questões históricas ou literárias que estão sendo vistas na escola também ajudam na compreensão.  .
6 - Valorizar os acertos da criança e não destacar somente os erros. Não somente em assuntos relacionados à escola como também no dia a dia.
7 - Observar a criança e perceber o que para ela funciona melhor: estudar à tarde, pela manhã ou à noite; sozinha ou acompanhada; fazer intervalos de 15 minutos ou meia hora, etc. Cada criança é diferente da outra e com os disléxicos também funciona assim.
8 - Falar com a criança quando ela estiver com atenção voltada para você. Caso contrário pedir para que olhe para você para ter certeza que ela irá "ouvir" o recado.
9 - Conversar com a coordenação da escola e verificar a disponibilidade para atender às necessidades da criança quanto à prova oral, provas alternativas, etc., conforme relatório entregue.
10 - Propiciar o acompanhamento indicado no relatório para melhor evolução do desempenho escolar.
11 - Não corrigir sistematicamente erros da escrita e disnomias (trocas de palavras).
12 - Demonstrar amor, carinho e aceitação, incentivando à superação das dificuldades.

DICAS DE LEITURA


quarta-feira, 7 de março de 2012

DISLEXIA: o que é? E como é feito o diagnóstico?

A DISLEXIA pode se apresentar quando uma criança saudável, inteligente, com estímulos sócio culturais adequados e sem problemas de ordem sensorial ou emocional, tem uma dificuldade acima do comum em aprender a ler.
O ideal é realizar o diagnóstico da DISLEXIA o mais cedo possível, para amenizar ou evitar um comprometimento social e emocional do indivíduo ao longo da sua vida, e, ainda, minimizando os aspectos da dificuldade de aprendizagem.

A dislexia é persistente, mas não é uma incapacidade e sim uma dificuldade a ser vencida com sucesso.


A DISLEXIA, de causa genética e hereditária, é um transtorno ou distúrbio neurofuncional, ou seja, o funcionamento cerebral depende da ativação integrada e simultânea de diversas redes neuronais para decodificar as informações, no caso, as letras do alfabeto. Quando isso não acontece adequadamente, há uma desordem no caminho das informações, dificultando o processo da decodificação das letras, o que pode, muitas vezes, acarretar o comprometimento da escrita.

O disléxico não é deficiente, é diferente.
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".

Pré -Escola - Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.

Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
Bom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Então, como diagnosticar a dislexia?

Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada. Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicólogos, Fonoaudiólogos e Psicopedagogos deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.


A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR e de EXCLUSÃO.Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).

Neste processo ainda é muito importante tomar o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e de evolução do paciente. Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.

Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo, para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.

Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial e as individualidades do indivíduo, o profissional pode utilizar a linha que achar mais conveniente. Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva. Ao contrário do que muitos pensam, o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.

Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. Ë o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.

Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e até sintonia dos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.
Fonte: www.dislexia.org.br (texto adaptado)

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DICA DE HOJE


Editora Girassol lança o livro "Terapia do Conto - para curar o coração", da pedagoga Paula Furtado.
Lançamento será dia 8 de março, na FNAC do Shopping Morumbi, São Paulo/SP, às 18h
Quem um conto conta, um fantasma espanta. Foi o que a pedagoga Paula Furtado descobriu durante um curso sobre a importância de contar histórias com finalidade terapêutica. A partir daí, passou a utilizar a prática com seus pacientes e não parou mais. Desta experiência nasceu sua primeira publicação, a obra “Terapia do Conto – Para Curar o Coração”, que será lançada dia 8 de março, na FNAC do Shopping Morumbi, às 18h. O livro, da Girassol Brasil, tem ilustrações de Carol Juste.
São nove histórias narradas em verso, que abordam temas como divórcio, luto, adoção, ciúmes entre irmãos, bullying, medo, autoestima e respeito às diferenças. Os contos, criados pela pedagoga de acordo com a necessidade de cada paciente em seu consultório, foram testados e aprovados pelos pequenos leitores.
“O uso das histórias como recurso terapêutico permite a identificação da criança com os personagens e os conflitos apresentados, fazendo desaparecer o medo, o estresse, a ansiedade, a culpa e aponta um novo caminho, garantindo a possibilidade de um final feliz”, explica a autora.
Para facilitar a identificação ou projeção dos pequenos, os personagens são representados como animais ou crianças. O objetivo é ajudar pais, professores e orientadores educacionais a usar os contos para trabalhar os assuntos considerados“difíceis” de forma direta e ao mesmo tempo lúdica.
Vale dizer que a autora já trabalha na continuação deste projeto, que pretende reunir em uma coleção outros títulos que abrangem as questões e desafios mais comuns do mundo infantil.

 
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