Autismo não é adjetivo

Por Roberta Manreza*

Muito tem se falado sobre autismo hoje em dia, o que é ótimo para quebrar barreiras e preconceitos. O autismo é um distúrbio que afeta três áreas do desenvolvimento: a comunicação, a socialização e o comportamento.

Se o seu filho receber o diagnóstico, não necessariamente ele vai apresentar todos os sintomas. Como há diferentes níveis de comprometimento, os distúrbios recebem o nome de TEA, transtorno do espectro do autismo.

O autismo atinge de 1 a 2 % da população. Com conhecimento sobre o assunto, as famílias podem exigir melhores serviços de diagnóstico e tratamento e leis para garantir inclusão social e educacional para quem tem autismo.

O problema é que mesmo com esses avanços, ainda há muito o que ser feito. Por isso mesmo eu entrei para a campanha #autismonaoéadjetivo.

Muitas pessoas utilizam o termo autismo ou autista de forma pejorativa. Gente, isso não é legal. Tem certas coisas que não devem ser ditas. As pessoas têm usado o termo para desqualificar outras. Por exemplo, chamar alguém que está alienado de autista não dá, né? A ideia de que o autista é um ser fora da realidade, que vive no seu próprio mundo, é totalmente equivocada. Vamos prestar mais atenção!

E para quem não tem informação ainda, vamos aprender mais sobre autismo. Quem usa o termo de forma errada fere quem tem autismo e fere também as pessoas que convivem com quem tem autismo. Então fica a dica: #autismonãoéadjetivo.

*Roberta Manreza é mãe, jornalista e apresentadora do Programa Papo de Mãe da TV Cultura.

 

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