AVC mata mãe batalhadora que participou do Papo de Mãe

Roberta Manreza Publicado em 29/08/2016, às 00h00 - Atualizado em 28/10/2016, às 19h43

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29 de agosto de 2016


Por Roberta Manreza, 

Essa é uma homenagem à querida Sheyla dos Santos Melo, mãe de 5 filhos, que participou do Papo de Mãe sobre Jornada Dupla. Recepcionista e segurança, ela acumulava os dois empregos; fora o trabalho de casa, para sustentar a família. Obrigada Sheyla por dividir a sua linda história com a gente e ajudar tantas outras mulheres brasileiras nessa mesma situação. Descanse em paz.

Mãe é mãe. Todo mundo já ouviu e muito essa frase. E eu, pelo menos, já refleti bastante sobre ela. É lógico que sempre existem exceções. Que vários pais são melhores que diversas mães. Que inúmeras mulheres sem filhos são ótimas mães e o inverso também é verdadeiro. Há mulheres com filhos que são péssimas mães.

Mas o que a gente vê na maioria dos casos, e não temos como contestar, é um amor incondicional (outra frase clichê) de mãe, um amor imensurável mesmo, um amor difícil de explicar. Por isso mesmo, nós do Papo de Mãe já gravamos alguns programas para analisar a maternidade e tentar decifrar esse sentimento. Já discutimos alguns temas que nos fizeram refletir sobre essa questão. Já produzimos programas sobre o instinto materno, o vínculo entre mãe e filho, histórias de superação de mães, mulheres que fizeram de tudo para se tornarem mães, tentantesproduções independentes, mães chefes de família e mães que se desdobram para cuidar dos filhos sozinhas. Uma condição que nasce com a mulher e se multiplica na maternagem? Uma força, essa sim, difícil de explicar.

Em 2014, nós exibimos o programa sobre Jornada Dupla. Mostramos casos de mães que, além das tarefas domésticas, somavam dois ou mais empregos para conseguir criar os filhos. O que acontece muito no nosso país. E como essas mulheres conseguem dar conta de tudo? Essa tal força difícil de explicar.

Segundo dados de uma pesquisa feita pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, no total, os homens têm jornada de 52,9 horas semanais e as mulheres de 58 horas, ou seja: 5,1 horas a mais. Isso equivale a 20 horas adicionais por mês, cerca de dez dias a mais por ano.

Sheyla dos Santos Melo, uma das nossas mães convidadas, teve um AVC e morreu. Separada, ela tinha 40 anos e 5 filhos. No programa, contou que com os dois empregos, o de recepcionista da TV Brasil e de segurança na SPtrans, não tinha folga aos finais de semana e feriados. Acordava todos os dias às 3h40 da manhã e administrava o dia a dia dos filhos pelo telefone. Sempre que eles acordavam ligavam para ela para dar bom dia e dizer que a amavam. Beatriz, de 20 anos, Thifany de 17, Stefano de 16, Lucas de 13 e Thiago de 12, perderam a mãe, mas ficou o exemplo de uma mãe batalhadora que fazia tudo pelos seus filhos.

Fica aqui o registro, a gratidão e os nossos mais profundos sentimentos à família de Sheyla.

Assista ao Papo de Mãe com a participação da Sheyla:

Sobre AVC  – o que é importante saber:

Por Agência Brasil com informações da Agência Lusa

As mulheres, de todas as idades, correm mais riscos de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que os homens. Elas devem, por isso, ficar atentas à pressão arterial, de acordo com as novas recomendações da Associação Norte-Americana do Coração. As mulheres têm também maiores fatores de risco que favorecem os acidentes cerebrais, como enxaquecas, depressão, diabetes e arritmia cardíaca.

Os acidentes vasculares cerebrais são a terceira causa de mortalidade entre as mulheres.

As mulheres têm riscos específicos devido à gravidez e à utilização de hormônios, como a pilula contraceptiva, destaca Cheryl Bushnell, professor adjunto de neurologia no Centro Médico Wake Forest, em Winston-Salem (Carolina do Norte, EUA). Ele preside o grupo de peritos que elaborou as recomendações publicadas na revista médica Stroke.

O novo guia lembra a importância de controlar regularmente a pressão arterial, principalmente em mulheres jovens, antes de tomarem contraceptivos e de ficarem grávidas.

Os sintomas de um AVC em mulheres são similares aos dos homens: dormência súbita ou fraqueza do braço, dificuldade em falar ou compreender o que dizem os outros.

Segundo os autores do estudo, os sintomas de um acidente vascular cerebral nas mulheres podem ser mais sutis, uma vez que elas têm mais dificuldades em se expressar ou estar cientes do seu ambiente.

Um acidente vascular cerebral ocorre quando uma artéria que irriga o cérebro é obstruída por um coágulo, causando a destruição dos tecidos cerebrais.




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