Dia da Infância: psicóloga explica a importância de preservar essa fase da vida

Roberta Manreza Publicado em 24/08/2017, às 00h00 - Atualizado às 09h52

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24 de agosto de 2017


Aline Melo, psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde

Em 24 de agosto é comemorado o Dia da Infância. A data foi instituída pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com o intuito de promover a reflexão sobre as condições de vida das crianças ao redor do mundo. “Por conta da violência, as crianças muitas vezes acabam vivendo a infância dentro de casa ou em apartamentos, na companhia apenas de artifícios tecnológicos e redes sociais. Esta situação tem feito com que se afastem do contato com meninos e meninas da mesma idade e se envolvam com assuntos dos pais, partilhando preocupações e comportamentos, tornando-se mini adultos”, alerta a psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Melo.

A profissional comenta ainda que até mesmo as próprias crianças que repetem atitudes mais adultas podem influenciar amigos ou primos que não querem ser excluídos do grupo. “É importante estimular a criança a brincar e conviver com outras crianças, divertindo-se com ela em jogos, parques ou outras atividades para a idade dela. Essa é uma fase que merece ser vivida plenamente, sem a necessidade de antecipar seu fim”, comenta.

Uma preocupação que muitos pais têm é quanto aos filhos quererem imitá-los com roupas e trejeitos. A psicóloga explica que isso é natural, mas que limites devem ser impostos para que seja um hábito saudável. O ideal é que se explique para ela que a infância tem possibilidades e aspectos tão legais quanto a fase adulta e que ela deve aproveitar cada uma em seu tempo.

Atualmente, a TV e as redes sociais sãos os principais influenciadores da sociedade, inclusive das crianças. Os pais devem prestar atenção às celebridades que os filhos acompanham, já que surgem desejos de vivenciar as mesmas viagens, comprar as mesmas roupas que o ídolo teen, e até mesmo as mesmas experiências de namoros. “Caso isso esteja acontecendo, é importante que os pais percebam e orientem a criança de maneira adequada”, aconselha Aline. Quanto mais preservarmos a infância, mais contribuiremos para uma geração de adultos saudáveis.




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