Ganhe três fotos profissionais no evento do Papo de Mãe

Quer ganhar uma sessão de fotos em um estúdio fotográfico profissional? Participe do sorteio no nosso evento  “Mãe Polvo” – É possível dar conta de tudo?. Venha comemorar o Dia das Mães com a gente e concorra a três fotos impressas da fotógrafa Adriana Margotto.

Roberta Manreza Publicado em 10/05/2018, às 00h00 - Atualizado às 15h26

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10 de maio de 2018


Quer ganhar uma sessão de fotos em um estúdio fotográfico profissional? Participe do sorteio no nosso evento  “Mãe Polvo” – É possível dar conta de tudo?.

Venha comemorar o Dia das Mães com a gente e concorra a três fotos impressas da fotógrafa Adriana Margotto.

http://www.adrianamargotto.com.br

Traga toda a sua família! Será uma manhã com muita conversa, informação, diversão para as crianças e muitos sorteios. 

Dia 12 de maio.

Às 9h.

No Memorial da América Latina.

Reveja a reportagem sobre fotos de recém-nascidos com a fotógrafa profissional Adriana Margotto:

Muita fofura nas fotos de recém-nascidos

Daniela Margotto

Daniela Margotto

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Recém-nascidos com figurino e cenários especiais para fotos que ficarão eternizadas. Os ensaios fotográficos de bebês ainda tão pequenos se tornaram um sucesso lá fora e também aqui no Brasil. As irmãs Margotto, fotógrafas que se especializaram neste tema, se destacam na profissão. Confira na entrevista que elas deram para o Papo de Mãe, o que é preciso para garantir cliques surpreendentes sem estressar e colocar em risco os pequeninos e pequeninas.

Daniela Margotto

Adriana Margotto

Entrevista:

Qual a idade de vocês e a formação?

Daniela: Eu tenho 45 anos e fiz administração de empresas.

Adriana: Eu tenho 47 anos e sou mestre em psicologia e formada em

fotografia pelo SENAC  São Paulo.

Quantos filhos vocês têm, os nomes e as idades?

Daniela: Eu tenho dois filhos; o Guilherme, de 14 anos, e Isabela, de 11.

Adriana: Eu tenho duas meninas; a Mariana, de 15 anos, e a Ana Luiza de 13.

Isa, Dani e Gui / Foto: Mariana Bontempo

Ana Luiza, Adriana e Mariana

Como vocês se tornaram fotógrafas de recém-nascidos?

Daniela: Eu me formei em administração de empresas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atuei na área até ter o primeiro filho. Com o nascimento dele, parei de trabalhar e quis me dedicar somente à maternidade. Assim foram os oito anos seguintes. 
Eu não me via voltando para o mercado de trabalho e deixando as crianças, na verdade, não houve um conflito pois eu não trabalhava com o que eu amava na época, tinha muito claro pra mim que queria me dedicar 100% aos filhos. Foi uma fase maravilhosa, sem arrependimento nenhum. Só quando eles já estavam maiores, a Isa com 5 anos e o Gui com 8 anos, que resolvi fazer cursos de fotografia e me dedicar a esta paixão. Até então, eu os fotografava como qualquer mãe, sem técnica, mas com amor. 
Quando fiz os cursos, decidi que poderia fazer disso uma profissão. Abri primeiro um home studio (um estúdio em casa) e quando os clientes começaram a aumentar, abri meu próprio estúdio de rua, com uma equipe. Depois me especializei em fotografia de gestantes e newborn (recém-nascido). Hoje dou cursos e palestras sobre fotografia de newborn, virei referência na área e já fotografei mais de 500 bebês. É uma paixão, além de ser profissão.

Adriana Margotto

Adriana: Trabalhei como psicóloga clínica em consultório por  17 anos.   Tinha  horários flexíveis que  me permitiram me dedicar  bastante as meninas. Quando a Luli tinha 6 anos e a Mari  9 fui fazer meu primeiro curso de fotografia (digital básico , na época,  com intenção apenas de fotografá-las e fotografar as crianças da família, mas me apaixonei  e aí não parei mais. Nesse mesmo ano a Dani abriu um home studio e comecei a ajudá-la,  no início  ainda sem intenção de mudar de carreira, mas após um ano estava tão envolvida e feliz   que decidi  fazer um curso profissionalizante no Senac  e me dedicar integralmente à fotografia. Após 2 anos trabalhando  com newborn e  fotografia de família  no estúdio da Dani, senti a necessidade do meu próprio espaço e estúdio, e  junto com ele veio o crescimento profissional e convites para ministrar  palestras e cursos pelo Brasil todo.  Hoje divido meu tempo entre a fotografia newborn e o ensino dessa arte e técnica para outros fotógrafos, uma descoberta também   super gratificante  pra mim, já que gosto tanto de fotografar como de estudar e ensinar. Foi o casamento perfeito! Rs

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Na época, fotografar recém-nascidos era uma novidade no Brasil?

Daniela: Sim, e por ser novidade ainda não havia muitas informações de como eram feitos estes ensaios. O primeiro curso que fiz foi uma das primeiras turmas da fotógrafa Daniele Hamilton, que é brasileira, mas mora na Austrália. Ela veio para São Paulo e ministrou os primeiros cursos desta área. Hoje, já mudou muito, temos inclusive uma Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos, a ABFRN, que é sem fins lucrativos e que luta pelo crescimento deste tipo de fotografia com segurança e qualidade.

Adriana: Sim, a fotografia newborn no Brasil estava nascendo ainda, não fazia parte do universo da fotografia  no nosso país fotografar bebês recém-nascidos dessa maneira, o que havia no mercado da época  eram fotografias profissionais  de parto e  ensaios de bebês maiores  em outras fases. Fotografar recém-nascidos em seus primeiros dias de  vida em acessórios e poses específicas era novidade, o  que encantou os pais e exigiu também muita informação  para que pudessem entender e confiar no trabalho. No início por exemplo  era difícil  conseguir  que as mães trouxessem seus bebês  no estúdio antes de 20 dias,  hoje, ao contrário, são elas que se preocupam em não passer da fase ideal pois já compreendem   que é melhor e mais fácil para o bebê realizar esse ensaio durante as primeiras semanas de vida, em que  eles ainda dormem quase que o tempo todo, são flexíveis e não tem cólicas. Hoje,  até  brincam: “Será que meu bebê ja está velhinho para essas fotos? Para os fotógrafos, esse início também não foi fácil, apesar de encantador, pois não havia muitas informações e nem cursos aqui  sobre como eram feitos esses ensaios e nossa fotografia era  inspirada    pela fotógrafia internacional, principalmente pelas irmãs australianas Kelley Ryden e Tracy Raver, pioneiras e referências na fotografia newborn. Hoje, a fotografia newborn no Brasil cresceu muito e  já é bastante conhecida pelos pais e fotógrafos. Conhecida e amado! Rsrsrs

Daniela Margotto

Daniela Margotto

Daniela Margotto

Daniela Margotto

Como vocês se especializaram?

Daniela: Com cursos presenciais, muita prática e com cursos online. Mesmo hoje, que já ministro cursos, procuro sempre me atualizar. Já trouxemos para o Brasil alguns dos melhores fotógrafos de newborn do mundo para ensinar aqui. 
No início, eu dava a sessão em troca de experiência – os pais ganhavam as fotos e eu experiência. Até hoje, quando dou workshops, os pais que trazem os bebês ganham as fotos, é uma prática comum entre os fotógrafos, como agradecimento. 
Hoje já existem ótimos cursos online também, que complementam os cursos presenciais.

Adriana: Fizemos vários cursos  e workshops com profissionais muito experientes, cursos de áreas que nos complementares também, como da área da saúde, diversas palestras, congressos, uma busca constante por informações.

Quantos bebês recém-nascidos vocês já fotografaram?

Daniela: Mais de 500.

Adriana: Acho que em torno de 150 bebês!

Daniela Margotto

Daniela Margotto

Daniela Margotto

O ideal é que o bebê recém-nascido tenha quantos dias para o ensaio fotográfico?

Daniela e Adriana: Entre 5 e 15 dias de vida.

O que é preciso para uma sessão de fotos segura e confortável para um bebê tão pequeno?

Daniela: Muitas coisas são essenciais, vou citar algumas: o preparo do fotógrafo para garantir a segurança do bebê durante o ensaio
, o ambiente aquecido e higienizado (aquecemos para que fique cerca de 28 graus e temos procedimentos de limpeza para o local e para as roupinhas e acessórios)
e muita paciência e carinho (com os pais e com o recém-nascido).

Adriana: Para receber um recém-nascido todo cuidado é pouco. Todo o ambiente é bem preparado, aquecido e higienizado (todos os acessórios usados pelo bebê  são lavados com sabão antialérgico e guardados de maneira que não peguem pó), nada pode ter pontas que possam de alguma forma machucar o recém-nascido, o bebê é sempre posicionado com apoios seguros e confortáveis, com muita técnica, cuidado e carinho por parte do fotógrafo. O fotógrafo precisa ter o preparo necessário para manusear e posicionar o bebê de forma segura (mantendo pescoço apoiado, cuidados com a coluna para evitar sobrecarga e etc), garantindo a integridade física e também o conforto do bebê.

Adriana Margotto

Adriana Margotto

Acredito que para trabalhar nesta profissão o fotógrafo deva gostar bastante de bebês e o principal, saber lidar com eles. Mas existem também alguns segredinhos, né? (aparelhos de som, aquecedores e etc)

Daniela: Sim! Costumamos dizer que quem não gosta de bebês ou é impaciente, que não entre nessa profissão. 
Mas existem, sim, alguns segredinhos, sim!  Aquecemos o ambiente, ligamos um aparelho que imita o som do útero e utilizamos técnicas para acalmar o bebê.

Adriana: Sim! Eu sou apaixonada por bebês e no meu ensaio quem manda é o bebê. Tudo é feito no ritmo deles, respeitando as preferências, limitações e paciência de cada um. Para nos ajudar a explorar o que o recém-nascido nos oferece no momento da sessão, criamos toda uma atmosfera acolhedora que remete ao ambiente intrauterino que ele habitava. Usamos um aparelho sonoro  que tem uma série de sons  tranquilizantes, como  a batida do coração da mãe, o som característico do útero, aquecemos o ambiente, envolvemos o bebê em cobertinhas, embalamos, deixamos o ambiente com pouca luz e tudo isso  ajuda o bebê à relaxar e se manter em um sono profundo.

Adriana Margotto

Adriana Margotto

E os acessórios? Como vocês conseguem peças tão lindas e criativas? As produções são de vocês? E os cenários? Tudo isso faz diferença, né?

Daniela: Tudo isso faz bastante diferença. Eu uso as roupinhas da loja da Adriana Margotto (www.newbornprops.com.br), confio na qualidade dos produtos e me identifico com o estilo. Apesar de sermos irmãs e nos encontrarmos muito, tenho costume de comprar pela internet, gosto dessa facilidade de hoje em dia! Temos hoje no Brasil ótimos fornecedores! Temos até tecidos que imitam madeira, o que facilitam a nossa vida  (www.fundosfotograficos.com), fornecedores de cestinhas (www.loveprop.com.br), de suporte de mantas (www.infinityfancy.com), entre outros.

Adriana: Tudo que uso é criação nossa, tenho uma loja especializada na criação de acessórios e roupinhas pensados para fotografia newborn. As criações são minhas e todo o material é cuidadosamente escolhido  para o conforto do bebê. Tudo exclusivo e personalizado para criar uma atmosfera de encanto, que evoque os mesmos sentimentos e sensações que os bebezinhos nos provocam (ternura, paz , amor, encantamento e etc). Eu acredito que  tanto a qualidade quanto a delicadeza fazem muita diferença na fotografia e invisto muito nas minhas produções. Além dos meus próprios produtos uso também pisos de tecidos de fornecedores que primam pela qualidade como os pisos de tecido da  Daniela Bertolucci e cestinhos  da Love Prop.

Vocês devem ter histórias emocionates para contar. Lembram de alguma específica?

Daniela: Eu me lembro de várias! Acabamos nos tornando muito próximos dos pais, dividimos histórias e experiências enquanto estamos aquelas horas junto deles! Existem casos de mães que lutaram muito e passaram por muitos tratamentos para terem um filho, existem casos de mães que não esperavam e engravidaram… Existem até casos de mães que depois de serem avós se tornaram mães de novo! Esse é o que eu escolhi contar aqui: meus filhos tiveram uma babá por quatro anos. A babá deles sempre foi muito queria por nós. Ela foi mãe muito nova e sua filha mais velha, aos 17 anos, engravidou. Depois que ela se tornou avó, há cerca de um ano, recebeu a notícia que está esperando outro filho (ou filha, não sabemos ainda). Dei o ensaio de newborn de presente para o netinho e agora irei fotografar o filho dela!

Adriana: São tantas as histórias, emocionantes, engraçadas, gostosas… Com cada cliente que recebemos existe uma troca, muito gostosa e gratificante. Gosto de tantas que fica difícil escolher uma…

Adriana Margotto

Adriana Margotto

É mais difícil lidar com os bebês recém-nascidos, tão frágeis, ou com os pais? Eles ficam muito preocupados na hora do ensaio e ansiosos com o resultado?

Daniela: Eles ficam ansiosos por acharem que não vamos conseguir fazer as fotos com o filho deles!!! Mas procuramos conversar e baixar a ansiedade. Cada bebê tem sua personalidade, estamos acostumados a lidar com eles, são encantadores só pelo fato de serem bebês!!!

Adriana: Os bebês são todos fofos e gostosos (Rs) e percebemos em cada um características individuais que gosto e acho super importante prestar atenção e  respeitar, como frio, calor, preferências de posicionamento, hábitos (sim eles já adquiriram alguns! Rs) Acho tranquilo e fácil lê-los, só requer prática e experiência por parte do fotógrafo (muita observação e conhecimento sobre o desenvolvimento, comportamento do bebê). Os pais também vem super apaixonados e desejando muito as fotos, portanto, super colaborativos e felizes e confiam logo, assim que percebem que o profissional é capacitado, cuidadoso e carinhoso com seu bebê (essa confiança já começa nos primeiros contatos pelo telefone). Então, geralmente, a maior ansiedade quando chegam para o ensaio é que a gente não consiga, com o bebezinho deles, as fotos lindas que eles viram de outros. Rsrs. Mas isso costuma durar pouco, pois percebem que  temos, além de muito carinho, muito prática para lidar com eles.

O mercado de fotografia de newborn cresceu muito no país? Como estão os profissionais hoje?

Daniela: O mercado cresceu muito. Os profissionais estão com um nível de fotografia comparado aos melhores do mundo, porém, é claro que existem também os aventureiros, fotógrafos que não fazem cursos, não estudam, não se preparam adequadamente e saem arriscando.

Adriana: O mercado cresceu muito e o nível da  fotografia newborn no Brasil também. Hoje, temos no país fotógrafos especializados bem preparados, com trabalho de muita qualidade e seriedade.

Eu imagino que deve ser muito prazeroso e gratificante fazer parte de um momento tão importante na vida dessas famílias. Registros que farão parte da história desses bebês. O que significa essa profissão para vocês? Os filhos de vocês gostam de participar?

Daniela: É um trabalho maravilhoso. Lidar com bebezinhos tão pequenos é encantador e apaixonante! Saber que você está fazendo um registro da história de vida deles e daquela família é incrivel. Com as fotos eles terão como saber como eram quando tinham alguns dias de vida (saberão como eram seus pezinhos, seus cílios, suas mãozinhas, boquinha…), terão fotos com o pai, mãe, avó (com quem for no dia do ensaio), com irmãozinhos! Gosto de pensar na fotografia do RN como uma fotografia documental. E que hoje já faz parte do enxoval do bebê!

Adriana: É muito, muito prazeroso!!! É uma renovação a cada dia. A experiência  com eles envolve contato, afeto, o que já traz uma gratificação imediata e ainda  há a criação de imagens  que se tornarão memórias importantes para a família e para o próprio bebê no futuro. Imagens que esperamos ser significativas   e que retratem e contenham os primeiros capítulos de uma importante história de amor.

www.danielamargotto.com.br

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Daniela Margotto

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