Vínculo na hora do parto: entenda a importância

Roberta Manreza Publicado em 04/12/2015, às 00h00 - Atualizado às 07h57

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4 de dezembro de 2015


Entenda o papel da ocitocina, o hormônio do amor, na conexão entre mãe e filho nesse momento especial

Por Malu Echeverria Crescer

As emoções da grávida podem influenciar no trabalho de parto (Foto: Thinkstock)

Você já leu sobre parto em fontes confiáveis, tirou dúvidas com outras mães, fez um curso de gestantes. Mas, com a data do nascimento do seu filho se aproximando, ainda se pergunta: o que mais é possível fazer para se preparar para o grande dia?

Para a obstetriz Natalia Rea, da Casa Moara (SP), além de tudo isso, também vale investir na preparação física para aguentar a “maratona” do trabalho de parto. “Aulas de ioga, hidroginástica e pilates, por exemplo, podem contribuir para que a grávida esteja mais calma e saiba respirar melhor”, explica. Isso porque técnicas de respiração são um dos métodos comprovados para o alívio da dor.

Todos esses preparativos, garante a especialista, também influenciam indiretamente o bebê. “Ele se beneficia de tudo o que trouxer prazer e tranquilidade para a mãe”, diz. Afinal, além do vínculo entre eles já ter início na gestação, o bebê recebe por meio da placenta substâncias que geram bem-estar. A principal é a ocitocina, o chamado hormônio do amor, cujo ápice acontece durante o trabalho de parto.

Uma pesquisa recente da Universidade de Birmingham (Grã-Bretanha), por exemplo, compara o efeito da substância ao álcool, no sentido de contornar barreiras sociais como o medo e a ansiedade. Responsável pelas contrações uterinas, o que irá fazer o útero dilatar, a ocitocina é liberada pelo organismo quando a mulher está tranquila, em um ambiente acolhedor e com pouca luz. “Por essas razões, o trabalho de parto tende a começar em casa e à noite, na maioria das vezes”, afirma a obstetriz. E, logo após o nascimento, uma vez que tanto a mãe quanto o bebê estarão “inundados” pelo hormônio, a troca de olhares entre ambos fortalece tal vínculo.

Mas o contrário também pode acontecer, alerta a pediatra e educadora perinatal Luciana Herrero, do Instituto Aninhare (SP). Substâncias relacionadas ao estresse, como a adrenalina, podem interferir negativamente no trabalho de parto. “Se a gestante estiver inibida, por exemplo, tais emoções vão interferir na produção de ocitocina e tornar a experiência mais dolorosa”, diz. Por isso, ela recomenda que a gestante vá para a maternidade somente na hora do trabalho de parto ativo, ou seja, quando as contrações forem frequentes e regulares.

Além da respiração, outra alternativa eficaz de relaxamento que você pode usar na reta final da gravidez é a visualização. Como diz o próprio nome, trata-se de criar imagens mentais de situações ou lugares que transmitam paz, com a ajuda dos demais sentidos, como olfato e audição. Que tal começar agora, visualizando o bebê nos seus braços?

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