S.O.S. PAPO DE MÃE

Olá!
Hoje é dia de “SOS PAPO DE MÃE”! Aqui você faz sua pergunta  ao especialista que participou do programa e envia para sos@papodemae.com.br. Nós encaminhamos seu e-mail, o especialista responde e a gente publica as perguntas selecionadas. Temos vários assuntos e vários colaboradores respondendo. Confiram!
INTERVALO ENTRE MAMADAS
Sou a avó da Maria Fernanda, que fez um mês ontem, minha filha assiste sempre este programa e é mãe de primeira viagem. Ela gostaria de saber quando que o bebê passa a mamar de 3 em 3 horas?
Dra. Jane Szmid, pediatra (programa “mães de primeira viagem”): Não existe um tempo igual para todos os bebês. Orientamos amamentar sob livre demanda, o que significa amamentar quando o bebê mostrar vontade (sugar a mão ou dedo, procurar com a boca movendo a cabeça para os lados, chorar … ).
POSIÇÃO DO BEBÊ NO BERÇO
Gostaria de perguntar qual é a maneira correta de colocar o bebê no berço, se posso utilizar uma almofada anti-refluxo (modelo rampa)?
Dra. Jane Szmid (programa “mães de primeira viagem”): Olá, a melhor maneira de colocar o bebê é de barriga para cima. Também podemos colocar de lado. A cabeça pode ser elevada com um livro sob o colchão. A almofada anti-refluxo também pode ser utilizada.
PROBLEMAS PARA IR AO BANHEIRO
Tenho um filho de 5 anos que já vai na escola. Estou tentando ensiná-lo a pedir para ir ao banheiro desde os 2 anos de idade e até hoje, quando ele tem vontade, ele segura.  Isso várias vezes ao dia. Então quando ele vai fazer, as fezes já estão mais ressecadas e acaba sendo muito desconfortável. Está sendo um problema isso, as desculpas dele não pedir é que  estava  assistindo TV, então tirei a TV. Depois, que estava brincando, então guardei aquele brinquedo. Já deixei no cantinho pensando… Espero que possam me ajudar o quanto antes, pois a minha paciência já está se esgotando com ele. Já falei que a próxima coisa que vou fazer será umas chineladas. Sei que não vai adiantar, por isso me seguro o máximo para não fazer isso. Obrigada.Dr. Leonardo Posternak, pediatra (programa sobre “birra” e “avós de primeira viagem”): Seu filho não precisa de “chineladas”, nem do canto para pensar, nem de castigos, o que ele precisa é de sua compreensão de algo que você não pode perder: a paciência. Por algum motivo desconhecido está difícil evacuar na hora e no local certo. Acho que os pais devem passar muita confiança sobre a capacidade que os filhos  têm de resolver o problema. Se isso não funciona, talvez em algum momento será necessário consultar um psicólogo que fará para um psicodiagnóstico para conhecer a raiz do conflito.

NÃO QUER IR À ESCOLA
Tenho um filho de 4 anos e estou com muita dificuldade para levar ele na escola, pois ele não quer ir, chora, grita, xinga, pede “por favor” para que não o leve. Foi uma semana inteira e chorou todos os dias, e na outra semana ele não quis ir de maneira nenhuma. Não sei mais que fazer pois trabalho e a maioria das vezes é meus pais que cuidam dele, meu filho é agitado, não tem paciência quer tudo na hora e se irrita muito fácil. Já tentei conversar, explicar tudo, porém ele não quer nem ouvir. Estou muito preocupada que chego a pensar que ele é hiperativo.
Dra Ana Cláudia A. B. Oliveira, psicopedagoga (programa “meu filho não gosta de estudar”): Nesta idade é comum as crianças terem esse tipo de atitude, mas dizer que pode ser ou não hiperativo é muito precoce. O início da vida escolar é um acontecimento marcante para toda família, que enfrentará desafios pela frente, como um ambiente desconhecido e a separação mãe/filho. Para que a adaptação aconteça de forma mais amena, é preciso ter um olhar mais atencioso para alguns aspectos:
* Conheça várias escolas e analise: espaço físico, formação dos professores, proposta pedagógica. Não opte pelo valor ou por ser perto de casa. Procure uma escola de qualidade, pois a Educação Infantil é a base para os demais segmentos.

* O ingresso a escola não pode coincidir com algum outro acontecimento importante na vida da criança, como separação dos pais, nascimento de um irmão, perda de um ente querido, entre outros.
* A escolha do período em que a criança irá estudar, de forma que não coincida com o horário em que dorme.
Essa separação entre mãe e filho deve se dar aos poucos. Há escolas que permitem uma adaptação gradual, aumentando o número de horas de permanência da criança na escola à medida em que ela comece a criar vínculo com os amigos, o espaço e a professora. O mais importante é que a mãe transmita tranquilidade para o filho e saiba que não está abandonando-o, mostrando-se segura, despedindo-se dele na hora de ir e voltando no horário combinado para buscá-lo. Lembre-se, a adaptação dependerá muito da atitude emocional da mãe. Sentir a falta da mãe é necessária porque faz com que a criança saia em busca de sua necessidade, por seu próprio esforço.


MEDO DE ESCURO

Sou  mãe da Vitória, de 06 anos de idade. Ela é uma criança muito esperta e ativa, mas tem muito medo do escuro, de fantasmas de monstros, etc.Tem épocas em que ela está bem, vai ao banheiro sozinha, dorme super bem em seu quarto. Mas em alguns momentos não, acorda à noite e não quer ir a lugar nenhum sozinha pela casa. Não sei se é normal esta intensidade, pois não observei em nenhuma criança desta forma. Agradeço desde já a atenção.
Dra Jaíde Regra, psicoterapeuta infantil (programa sobre “medo”): Vou responder alguns aspectos gerais e analisar o comportamento da Vitória baseada em algumas hipóteses, uma vez que não disponho de um conjunto de dados.
Primeiramente, temos que olhar para a interação mãe/criança no dia a dia. Às vezes, quando ocorrem vários confrontos durante o dia e mesmo briguinhas, a criança pode ficar mais insegura e ter um sono menos tranquilo. Independente do medo, vale a pena a mãe ler: Pais Liberados Filhos Liberados – Adéle Faber e Elaine Mazlish – Edit. Ibrasa (antiga). Considerando o medo, a criança pode ver um filme, desenho, ouvir histórias reais ou ver coisas perigosas no telejornal: isto poderá fazer com que ela sinta medo em algumas situações.
Se houve brigas com algum membro da família ou ela está um pouco insegura, poderá acordar com medo ou ter dificuldades para dormir. É importante acalmar a criança e mostrar que medo só se perde enfrentando. Que ficará um pouco sozinha e logo a mãe volta. Esse tempo pode ser aumentado aos poucos a cada vez ou a cada dia. Se a criança for dormir com os pais o medo aumenta: passamos uma mensagem que dormir sozinha é perigoso e os pais a protegem. Dar excessos de atenção quando a criança tem medo sem ensiná-la a enfrentar aos pouquinhos, pode gerar um aumento no medo. A isto se soma uma manipulação que pode ser inconsciente, onde a criança quer atenção e diz que está com medo.
Exemplo imaginativo: A mãe está assistindo a novela e a criança naquele momento não está recebendo atenção. Diz que quer ir no banheiro e a mãe pára a novela e vai ao banheiro com a criança. Isto favorece o aumento do medo. Alternativa: a mãe vai até a porta e diz que a criança é capaz de entrar sozinha. A criança enfrentou e a mãe elogia. Na próxima vez novo desafio: Mãe combina que fica a um passo da porta do banheiro e a criança faz o resto sozinha. Depois, a mãe fica a dois passos do banheiro e diz: Não acredito que você enfrentou tudo isso! E assim por diante. A criança vai sendo levada a enfrentar gradualmente.
Há casos que o medo passa a ser uma fobia, quando ele é muito intenso, pode abranger uma classe maior de situações e os pais têm dificuldades de aplicar procedimentos simples de enfrentamentos. Nesse caso, é recomendável fazer uma consulta com uma psicóloga comportamental cognitiva para trabalhar esses aspectos da fobia.
PS: Por questões de privacidade e segurança, o nome dos telespectadores é mantido em sigilo.
 
DICA DE HOJE:
Papo de Mãe sobre Amamentação

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