Cardiopatia congênita: exames e sinais de alerta

Ana Laura Kawasaka fala da importância do pré-natal para identificar alterações no coração do bebê e o que é preciso ficar atento após o nascimento

Redação Papo de Mãe Publicado em 24/06/2021, às 13h52

Cardiopatia congênita: é importante que toda a gestante faça um pré-natal adequado -
De acordo com a Dra. Ana Laura Kawasaka, colunista do Papo de Mãe, cerca de 1 a cada 100 bebês nasce com alguma alteração no coração, o que significa mais de 20 mil recém-nascidos no Brasil,  todos os anos, com cardiopatias congênitas. A médica alerta: "É importante que toda a gestante faça um pré-natal adequado, como todos os exames e avaliações, inclusive o ultrassom morfológico, que vai identificar a suspeita de alguma cardiopatia. Desta forma, o médico, que faz o pré-natal, pode solicitar um exame mais específico, que chama ecocardiografia fetal. Esse exame pode avaliar melhor o problema."  

A importância do diagnóstico precoce, antes do nascimento da criança. É possível fazer algum tipo de intervenção? 

Segundo a pediatra, em alguns casos, é possível fazer alguma intervenção, mas são poucos, na maioria das vezes o diagnóstico precoce é importante para a criança nascer em um centro de referência, que tenha condições e estrutura para encaminhar o bebê para um tratamento mais adequado. "Algumas vezes, é necessário fazer uma cirurgia cardíaca, então precisa ter esse conhecimento de que a criança tem alteração no coração", esclarece a médica. 

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A Dra. Ana Laura explica que, em todas as maternidades do Brasil, é feito o teste do coraçãozinho, que é a medida da oxigenação no sangue do bebê. Esse teste pode trazer a suspeita de alteração no coração, na circulação da criança, e dessa forma o pediatra deve solicitar um ecocardiograma, que é o exame que realmente vai avaliar se o bebê tem alguma alteração no coração. 

Além disso, orienta a cardiologista infantil, alguns sinais e sintomas podem ser observados como; cansaço nas mamadas, falta de ar, dificuldade de ganho de peso e cianose, que é o roxinho nos lábios da criança quando ela chora, está mamando ou mesmo em repouso. "É importante que o bebê faça consultas rotineiras ao pediatra para que ele acompanhe esses sinais, que sejam observados e a criança seja encaminhada para tratamento precocemente", finaliza Dra. Ana Laura.  

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